Dedicado às mulheres inteiras e ativas de todas as idades, cores e formas. Mulheres que interagem e abraçam a vida como der, puder e vier.
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As cartas que nunca chegaram....

Seu post, Soninha, me levou a remexer no baú de minhas lembranças e recordar ....

Aconteceu nos anos 50 (quanto tempo!!!) quando, ainda mocinha ao visitar parentes em Salvador, conheci um paraibano que estava completando o último ano da Faculdade de Medicina. E nos apaixonamos.

Cientes das dificuldades da época quanto a distância que nos separava traçamos os planos para o casamento.

Tudo acertado, ele veio conhecer minha família e meu pai exigiu que teríamos que ter um tempo de noivado para que os dois refletissem sobre a decisão de casar. Fazer o que? Esperar....

Era um tal de carta prá cá, carta prá lá, telefone nem pensar... imagine, na distante Piancó na Paraíba, telefonar como?

Através das cartas combinamos a data do noivado e eu ansiosa esperando.

Ele não veio e não deu mais notícias.

Tempos depois recebi a visita de um parente dele que me contou que na data que seria de nosso noivado, o pai dele faleceu repentinamente e ele teve que assumir todos os negócios da família e, não entendeu porque eu não respondi as cartas. O que aconteceu? Ele não entendeu nada. Muito menos eu.

Passado algum tempo meu ex-noivo, descobriu que uma funcionária dos correios em Piancó retinha todo nossa correspondência esperando conquistá-lo.

Restou no baú das lembranças os sonhos das cartas enviadas e não recebidas, que mudou as nossas vidas.

8 comentários:

Anônimo disse...

Que história comovente. Nos dias de hoje seria impossível acontecer isso. Mas como acredito em destino, algum outro fato separaria essas pessoas. Não era mesmo para eles ficarem juntos.Abçs

Grazi Aronovich disse...

que históoria mais incrivel e linda...Maria Lucia!!!!parece enredo de filme.acho que a unica certeza desta separação ter sido por alguma razão, são o seus amores depois e sua lindissima e querida familia que veio desta outra história vivida.fiquei muito emocionada e com saudades de ti.bjo grande

Anita disse...

Pelo que me lembro ao ouvir essa estoria voce so embarcou no "flirt" do seu primeiro marido porque estava tristinha de nao receber mais cartas do noivo paraibano. Era para ser o remador grego e nao o advogado.

Soninha disse...

Maria Lúcia querida

Já pensou? Estou impressionada!
E será que a mocinha dos Correios conseguiu conquistar o rapaz?
Anyway, você teve melhor sorte com seus outros amores.
Sábio seu pai, muito sábio.
Também já namorei, noivei e desnoivei algumas vezes por cartas. Coisas que fazem sentido aos 18 anos, não é?
Adorei!

bjinho,

Mariangela disse...

Lúcia, só você para ter uma história linda dessas prá contar...e fazer dela uma pincelada colorida do quadro da sua vida. Mas o destino te compensou heim?bjs

Anônimo disse...

Lucinha,vc abriu o baú de lembranças de todas nós.Aos 14 anos me apaixonei pelo meu professor de português, um paraibano.Ele tinha 44 anos.Quando o tema da redação era livre eu declarava, de forma velada, o meu amor por ele. Minhas "cartas" chegavam até ele. Nos reencontramos décadas depois, pasme!, num enterro. Na maior naturalidade lhe perguntei: pq vc nunca respondeu as minhas redações? Ele disse: como não respondi? Dei a nota máxima a todas elas! Rimos muito.
Olha, paraibano não é brincadeira não! Todo cuidado é pouco! Beijos baianos.
Tânia

Tânia disse...

Sou um desastre mas não sou anônima! Sou assumida!
Postei o comentário 06. Diretamente da Bahia.
Tânia Miranda

Tatiana disse...

Tia, fiquei arrepiada! Não conhecia essa história. Como um pequeno detalhe muda o rumo de nossas vidas... Realmente é o destino!
Saudade!!!
Beijos
Tatiana Pedrosa