Dedicado às mulheres inteiras e ativas de todas as idades, cores e formas. Mulheres que interagem e abraçam a vida como der, puder e vier.
Sempre desejadas!








Mostrando postagens com marcador Cláudia Ebert. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cláudia Ebert. Mostrar todas as postagens

Novo documentário da Carioca Filmes - “Mulatas- um tufão nos quadris”

Por Claudia Ebert

Ainda não chegou o Natal, mas já tem gente esquentando os tamborins. E eu estou nessa galera, graças a Deus! Fiz assistência de direção do documentário “Mulatas- um tufão nos quadris” da produtora Carioca Filmes. O roteiro é do Aydano André Motta e a direção do Walmor Pamplona. As gravações foram muitos divertidas e emocionantes. Vocês vão ver o resultado na tela grande neste carnaval. Aqui vai um esquenta. Uma entrevista rápida com o diretor do documentário.

1- Por que Mulatas?

O Carnaval é um assunto cinematográfico pouco explorado. Como em qualquer universo criativo, tem personagens interessantes, cujas experiências de vida têm força universal. As mulatas hoje são protagonistas do Carnaval. E claramente vivem um grande conflito existencial entre a euforia do Carnaval e a dureza da vida pobre e violenta.

2- Você é do mundo do samba?

Não sou do mundo do samba, mas conto com um roteirista que é jornalista especialista em Carnaval por 24 anos, o Aydano André Motta. Interesse pelo mundo do samba existe e o Aydano ajudou muito nesta investigação. Outras virão!

3- O que esperava encontrar nessas entrevistas? O que encontrou?

Emoção, sobretudo. Alegria, tristeza, paixão e dor. Encontrei tudo isso com uma força impressionante.

4 - Qual a sua predileta? Por que?

O filme mostra o lado mais forte de todas. Toda a "ala" é impressionante!

5 - Vê se reconhece esta: - Como você explicaria para um ET o que é uma mulata?

Não perca o filme "Mulatas! Um tufão nos quadris" !!!!

Poderes e Responsabilidades- Caso Bruno

Sobre o caso Bruno.
Vocês leram a matéria do jornalista Gustavo Polli?
"Poderes e Responsabilidades"?
Um bom ponto de partida para discutirmos este caso.
Algumas pessoas preferem não ler, trocar de canal - " o noticiário anda muito violento..."
Melhor pensar sobre, vocês não acham?

"Quem acertou na mosca foi Ben, o tio de Peter Parker. Sabe, Peter Parker, aquele fotógrafo? Bom, pouco antes de expirar, Tio Ben olhou para seu sobrinho Pete e disse:
- Não se esqueça, Peter. Grandes poderes trazem grandes responsabilidades. (...) "

http://globoesporte.globo.com/platb/gustavopoli/2010/07/08/poderes-e-responsabilidades

Depois de lerem, quero saber a opinião de vocês

O OLHAR



Todos já assitiram?
MARAVILHOSO!!!!
O que vocês acharam?
Vocês já descobriram coisas observando o olhar do outro?

O meio tom é nosso

Uma amiga recebeu o seguinte e-mail:
"Oi linda,
resolvi os problemas com a mãe da minha filha e estamos juntos.

Quero que saiba que penso em vc, no seu sorriso, no seus olhos, na sua boca, enfim... Às vezes tenho que me segurar para não te ligar ou te mandar e-mail. Todos os momentos que passei ao seu lado, que estive perto de vc, foram maravilhosos e tenho certeza que sabe disso.

Bjs e bjs e mais bjs. Adoro vc..."


Ela é uma grande amiga minha. Eu acompanhei a história de perto e achei o e-mail tão curioso que resolvi dividir com vocês.
O curto texto me fez pensar: o mundo está mesmo perdido. Tudo fora do lugar.
Quem disse que os homens podem transfomar 3 inocentes saidinhas numa relação? Isso é nosso, muito nosso. Só mulheres podem fazer isso. Com que direito eles vem assim na mão grande tomar o poder de livre interpretação dos fatos? As mulheres leem as entrelinhas e escutam aquilo que não foi dito. Os homens não. Um "tchau" com cara de "até já" sempre foi FEMININO.
O "talvez", por exemplo,é nosso com registro em cartório e ponto.
Homem é sim ou não. "Sim" querendo dizer "sim" e "não" querendo dizer "não". Tudo simples e fácil de entender. A complexidade nunca foi uma qualidade masculina, ora essa. Quanta petulância.
Branco ou preto. Só a sensibilidade feminina é capaz de enxergar a difernça entre o roxo e o beterraba. O meio tom é das MULHERES, ouviram? É pedir muito?
Gostamos de dar nomes diferentes para as cores cada estação que entra. E gostamos, principalmente, que vocês não entendam.
Lanço aqui uma campanha - Viva os homens preto no branco, (vá lá os branco no preto). Mas nada de meio tom.
O meio tom é nosso, só nosso!
Quem me acompanha?

História Sexual da MPB

Hoje meia-noite estreia o programa "História Sexual da MPB".


Foto: Debora 70/Divulgação

Rodrigo Faour, jornalista e produtor, lançou em 2006, o livro homônimo que originou a série e já é programa na rádio MPB FM/RJ, há quase três anos.

História Sexual da MPB
Hoje
Canal Brasil - 66
00h reprise - sexta 21h

São 6 programas (para começar!)
1 - Mulheres na MPB
2 - Sensualidade na MPB
3 - Dor de Cotovelo na MPB
4 - Duplo Sentido na MPB
5 - Sexualidade Transgressora 1 na MPB
6 - Sexualidade Transgressora 2 na MPB

OBAMA´S BLACK BERRY

Text message to:
Secret Service, Presidential Detail

BarackO: guess where I am?

SecretService: lincoln bedroom.

BarackO: how about now?

SecretService: map room.

BarackO: damn, u guys r good.

BarackO: how about now?

SecretService: china room. are we done with this?

BarackO: k. sorry :)



Fonte: livro "Obama´s Black Berry" - Kasper Hauser

Ele tem um site http://www.kasperhauser.com/ (ainda não fui lá...)

Ex?

Oi saudades!
Fui esta semana no lançamento do livro "50 maratonas em 50 dias" do Dean Karnazes numa livraria em Ipanema. Ele é muito simpático, conversou com todos com a maior calma.
Mas o engraçado foi no restaurante, na parte de cima da livraria.
No cardápio tinha "ex condidinho" . Alguém conhece esse prato?
Eu conheço "ex" um monte de coisas, mas condidinho...

VOCÊ PRESTA ATENÇÃO NOS SINAIS?

foto: Andre Havt

É comum ouvir falar que precisamos prestar atenção nos sinais, nos sinais que a vida nos dá. Pois então, vamos a eles.
Agora, por exemplo, que estou escrevendo vejo muitos sinais, que outro dia não estavam por aqui. Ou eu não reparei? Ficar atenta aos sinais, às manchas e às rugas de expressão. Todos eles dados pela vida, registrados nas mãos, braços, colo, rosto. Por que essa luta ingloria contra todos eles? Nossos sinais. Resolvi dar a devida atenção que eles merecem, olha´-los com outros olhos. Não de exterminadora, mas de companheira. Talvez eles tenham algo a dizer. Vamos lá companheiros, vamos seguir nessa jornada, outros se jutarão a nós, assim dia após dia. Sem estardalhaço.
As manchas senis, por exemplo. Numa época da vida tinham o nome de sardinhas, davam até um charme. Mas hoje são senis. E se tivessem outro nome seriam menos... senis? As do meu rosto são chamadas de cloasmas ou melasmas que vem com a gravidez.
Todas elas um registro de que vivi. Sem filtro solar, ou pelo menos não com o suficiente, é bem verdade, mas vivi. Tive um filho, fui à praia. Nossa e como fui à praia. Numa época em que se ia à praia sem preocupação, que bom que fui à praia na época certa, aquela que não se tinha preocupação.
E sorri e gargalhei. Chorei, lógico, mas ri mais do que chorei. Que bom. E cá está a prova disso, minhas rugas ao redor dos olhos, meus pés de galhinha, meus bigodes de chinês. Provas cabais de que me emocionei.
Algumas pessoas quando nascem vestem uma camisa branca de pano e terminam a vida sem se amassarem, com a mesma camisa. Impecável. Alva, bem passada, colarinho certinho do começo ao fim. Incrível! Dá para crer? É bonito de se ver. Jamais de ser.
Pra que serve viver se não for para sentir, pensar, refletir. E refletir faz a gente franzir a testa, não faz? A minha testa franze, graças a Deus! Tem um vinco bem no meio que me dá o maior orgulho. Profundo. Denso. Eu penso. Nem sempre coisas que valham a pena, mas penso. Pratico. Não desisto. E gosto de praticar essa dádiva usando todos os recursos, inclusive, os movimentos da minha testa. Com isso envelheço, meu rosto envelhece. Já não tenho mais cara de criança por que não sou. Acredito que as pessoas me veem com a idade que tenho, talvez um pouco mais. Que bom.
Quero ficar velhinha com cara de velhinha, tipo vovó. Sacudida, mas vovó.

Osgemeos e Burle Marx

Para quem estiver no Rio.
A exposição "Vertigem" dos artistas Osgemeos no CCBB está linda. Não são muitas obras, mas é impactante. Acho que vale ir com crianças.
E outra exposição, também ótima, que está ali pertinho no Paço Imperial é a do Burle Marx, esta com 335 trabalhos.
Um passeio pelo centro do Rio que alimenta a alma.

VELHINHAS DE COPA - da série "Meu filho..."

PRIMEIRO
Metrô do Rio de Janeiro. Nos arredores de Copacabana.
Vagão lotado.
Um rapaz forte está sentado no assento preferencial de idosos.
Uma senhora se aproxima do brutamontes.
- Meu filho, você pode me dar o telefone do seu geriatra? Ninguém te dá mais de 65.
Ele deve ser um espetáculo!

SEGUNDO
Poderia ter sido no Zona Sul de Copacabana.
Supermercado cheio. Na fila de 10 volumes, um homem com um carrinho lotado e cara de paisagem.
Uma senhora cutuca o ombro do distraído.
- Pois não?
- Meu filho, eu estou com uma dúvida.
Você não sabe ler ou não sabe contar?

(fonte: Minha mãe e O Globo)

Você gosta do seu umbigo?

Quero falar sobre velhice. Pode? Pode. Tema livre. Escreve sobre o quê você quiser.
Lembrei da escola. Prova. Fiquei tensa.
Quantas coisas deixo de fazer por causa do medo da prova.
Na verdade poucas. Dá aquele frio na barriga e eu vou fazendo com aquele frio mesmo na barriga, meio de olho fechado (quando dá,agora, não dá). Vou escrevendo com os ombros contraídos de tensão. Mas não tem outro caminho, depois dou aquela bela estalada. Tudo melhora.
E cá estou eu na primeira pessoa, falando do meu umbigo. Espero que ele seja bonitinho e vocês gostem. Na verdade, todo o mundo tem um umbigo meio parecido. E pensando bem, acho que é a última parte do corpo que envelhece. Sem considerar o entorno, olhando para o umbigo assim tipo olho no olho. Ele tem sempre o mesmo jeitão. Enigmático. Discreto muitas vezes. Nossa primeira boca que jamais deu uma palavra. Fica ali. Só olhando a gente, pra gente. Pra que?Sei lá.
Numa plástica de barriga é o primeiro a ir pra bandeja. Fica ali no geladinho, calminho, esperando o médico terminar o trabalho dele. Depois volta. E olha ele aqui outra vez.
Centro do universo pra muita gente.
Muita gente.
Mas é sobre velhice que eu quero falar.
Difícil esse assunto, né?