Dedicado às mulheres inteiras e ativas de todas as idades, cores e formas. Mulheres que interagem e abraçam a vida como der, puder e vier.
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RECICLAGEM - FECHAR SAQUINHOS

Olha que ideia excelente para reciclar tampas de pet.!
Bem, ainda não testei , mas parece ser bem funcional...

Corte logo abaixo do gargalo, usando tesoura ou outro cortador

Passe o saco plástico por dentro do gargalo cortado.
Depois, basta fechar com a tampa.

Qual é a graça? II

Tudo bem. O sentimento de ojeriza frente às piadas é legítimo mas pode não ser bem assim como parece...

O humor,desde que o homem é homem, tem a nobre função de nos devolver a certeza de que somos homens feitos para o bem, para o prazer, para a alegria.

Quando nos deparamos com algo que está acima de qualquer compreensão humana, algo tão degradante que nos leva ao mais profundo sentimento de horror, horror de possuirmos um par que age de forma tão degradante, aí surge o humor negro. Ele entra com a difícil tarefa de contornar o incontornável, digerir o indigesto.

Lidar com o medo mais profundo de cada um, com a sombra da eterna presença da dor, da morte, da loucura. Quando o fato que nos chocou vai sendo repetido à exaustão, através de uma forma que nos conecta com "riso" , resgatamos a reafirmação da essência do homem: o homem nascido para o prazer, sobrepondo-se às doenças e tragédias que possam acontecer.

E, fatos bárbaros como este sórdido assassinatos, só conectando-se com o divino dentro de cada um é que dá para encarar...

Parodiando Pedro Bloch-Criança tem cada uma

Hoje lembrei-me imensamente de Valeria Ferrari, nossa colega blogueira. Como alguns sabem ela tem um intenso trabalho de Educação Fiscal, direcionado para a nova geração que entrará em breve no mercado de direitos e deveres dos indivíduos que vivem em sociedade, fortalecendo a figura do Cidadão. Ela costuma dizer que em alguns países este programa de educação fiscal gera perplexidade pois como se ensinar algo que é intrínseco desde que se nasceu (naqueles países, como o atual de Anita provavelmente). Ela iria ficar feliz com o que ouvi de meu filho de 08 anos, estudante de um colégio que em sua prova de Geografia pergunta porque se deve pagar os impostos e a resposta é totalmente certa e natural. Enfim o que foi que ouvi: estávamos em um grupo em que se comentava como um casal acompanhado de um amigo se livrou de uma fiscalização de trânsito alegando que o passageiro do banco de trás era um figurão português e que não poderiam ficar detidos na blitz. O nosso guarda, depois de muita conversa liberou-os após esta argumentação. Ao final da conversa, meu filho virou-se e falou "Se eu fosse o guarda iria dizer que nós já não somos colônia há muito tempo..." Fecha a cortina.
CURIOSIDADE
Esta foto foi feita em um show realizado em Cachoeiro, no dia 28 de junho de 1970.
Abraçando RC está meu pai Carlos Mignone, apelido Dio. Papai, cunhado da professora de piano, Helena Mignone e de Marilia Mignoni (texto abaixo). A senhora sorrindo é Lady Laura, mãe de RC.
Neste dia, papai sempre relatou, ao parabenizar Roberto pelo sucesso feito até então, ouviu do Rei que este estava se acabando. Seria um sucesso passageiro.
É, pois é...
Mas para mim, particularmente, o real significado de Roberto Carlos são as lembranças de meu pai; nossas conversas; os filmes da Jovem Guarda no cinema aos domingos; cinto de calhambeque, lágrimas ao ouvir Meu pequeno Cachoeiro.
Ontem, era ele que chorava. Hoje choro eu.
São tantas emoções...

Quem despreza a rotina cotidiana?

Anna Isabella Mignone

Antigamente eu seria a primeira a pular e dizer 'EU!".
Hoje, sorrio apenas.

Quanta vontade de permanecer com algumas rotinas cotidianas que a vida nos tira de repente.

Uma amiga que deixa de compartilhar a rotina diária do trabalho, que pode ir do céu ao inferno, com seus anjos e diabos.
Uma outra que não tem almoço, lanche ou saída à noite que ocupe o lugar das gargalhadas em tempo real dos acontecimentos.
Outra que faz troca de olhares cúmplices que só a rotina diária faz com que entendamos qual o significado daquela hora.
Outra ainda que sempre tinha uma mantinha para emprestar quando o vento batia.
Um amor que só de olhar sabemos que está vivendo conflitos que, naquele momento, parecem insuperáveis.
Um café que chega à mesa na hora certa.
Um acordar cheio de lamúrias de "to com sono", "liga a água", "cade a...".
Um olhar pela janela para ver como está o tempo.
Dia de semana: despertador=sono, pressa=filhos, treino=bom humor, almoço= saladas esperançosas.
Fim de semana: sol=praia, praia=amiga de praia, chuva=leitura, tarde=filme, filme=pipoca,almoço=feijão com arroz saudosos.
A possibilidade de dar uma corrida extenuante.
Um telefonema materno na mesma hora.
A certeza que sempre haverá um email que nos fará rir.
A certeza que sempre haverá um email que nos fará pensar.
A certeza que sempre haverá um email que nos irritará.
Tantas as rotinas que existem, tantas que existirão...

Quem despreza a rotina cotidiana?

Dentro do caos, surgiu um bonde

Anna Carla Mignone


Preocupações, estresse, cansaço,

raivas, revoltas, alucinações,

diferenças, presença e distanciamento,

amor, carência, ciúmes, inveja;

mundo diferente.

Eu e ela dentro disso.

Uma pausa.

Almoço.

E de repente, um bonde.

Um lindo bonde que me levou à minha infância.

Vento no rosto.

Pessoas sentadas, pessoas penduradas,

som do motor,

som do contato com os trilhos,

turistas,

trabalhadores do local,

visitantes como nós duas.

Diversão.

Momento de alegria no mundo do caos.

Sobe ladeira, desce ladeira,

curva intensa que nos balança.

Um momento.

O momento.

Aquele momento.

Guardado na memória.

Sentido intensamente.

Crianças contentes.

Eu e ela.

Anna Isabella Mognone
Ontem a tarde, vendo TV despreocupadamente, parei em um filme num destes Telecines da vida. Naquele momento peguei informação mais detalhada sobre o filme e me pareceu mais um melodrama com nome em português perigosamente apelativo e comum: “Em busca de um milagre”. Mas resolvi vê-lo porque, enfim, acredito que as mensagens aparecem quando precisamos delas. A história é de um menino de 14 anos que estuda em um colégio de padres, é órfão de pai e sua mãe está em coma em um hospital. Ele resolve buscar um milagre que possa tirar sua mãe do coma. Irchhhhh... Muito lacrimogênico, apelativo e previsível, não? Não. Não mesmo. Não vi o começo do filme, mas deu para perceber que este menino não era o protótipo do santinho. Ele não consegue rezar, apronta na escola, adora uma masturbação. Com esta vida de perdas afetivas ele resolve buscar um milagre que salve a vida de sua mãe, e a dele, conseqüentemente. Não busca nas preces, não busca através de vãs promessas, não busca pela ciência. A sua busca é através da crença em si mesmo, em suas ações, em sua determinação. Acredita que será recompensado pelos céus se conseguir vencer a maratona de Boston. Para tal, começa a treinar desesperadamente com o apoio de um padre, ex-corredor, ambos contrariando as diretrizes do padre reitor do colégio e enfrentando o escárnio dos colegas em geral.
Chega a maratona e ele... chega em segundo. Tadinha da mamãe... Bem foi neste ponto que o filme me surpreendeu e me pegou de jeito. Ao voltar para o colégio, os mesmos meninos que não o valorizavam perceberam que seu esforço foi uma vitória. Quando entrou no restaurante foi aplaudido por todos. O padre-mala (reitor) também passa a admirá-lo e permite que ele continue na escola. Ele continua a correr e passa a ter como novo objetivo vencer a Olimpíada que ocorrerá no ano seguinte. Parece um final feliz, mas para mim, é mais que isto. É a forma com que ele aprendeu a lidar com sua dor que o fez vencedor, com direito a “final feliz” (apesar de que nada é final e nada é totalmente feliz). É a força de sua crença em mudar a freqüência de sua vida. Sair do drama para a comédia, da solidão para a cooperação, da dor para o amor, do ceticismo para o sonho e do sonho para a vida. É perceber que vivemos, a princípio, só uma vez. Vivemos para ter momentos felizes, vivemos para ser amor, vivemos para ter amor, vivemos para vencer. Vencer o medo, a dor, a descrença, a desilusão. Vencer nós mesmos, muitas vezes nosso maior inimigo. Bem, não sei se consegui passar o que senti. Se não, vejam o filme. Juro que não é melodrama. Bem, se for muitos são bobos que nem eu, pois este filme venceu o Festival Internacional de Cinema de Toronto, Canadá, em 2004. Quando a descrença estiver entrando em sua alma, vale a pena ver este filme. O nome original é Saint Ralph e é um filme canadense. Ah, a mãe sai do coma claro. Deus também sabe reconhecer qual é verdadeira vitória.