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novembro 05, 2008

Obama, a esperança de novos dias

Da Equipe de Plurale

O resultado destas eleições americanas vem cercado de todo um simbolismo.
Barack Obama, confirmado o novo presidente dos Estados Unidos da América, é negro - ou mulato, como ele mesmo se classificou. De família pobre e aguerrida, misturando sangue do pai imigrante do Quênia com sangue branco da família da mãe. Seu nome é árabe e isto chegou a ser utilizado contra ele na campanha. Foi criado no Havaí. Formou-se advogado com louvor pela Harvard University. Ganhou experiência como voluntário em causas sociais nas ruas de Chicago. Aos 47 anos, é casado com Michelle, destacada advogada: juntos formam o modelo família unida com duas filhas.

Jovens - brancos, negros, hispânicos e asiáticos - apoiaram o candidato democrata. Fizeram da Internet forte aliada. Mas não foram apenas os jovens que asseguraram este resultado das urnas. Também os mais experientes, adultos, brancos, sim, os brancos, marcaram a favor da mudança. É importante ressaltar que o voto nos EUA não é obrigatório. A expectativa era de que 130 milhões de americanos votassem. Se o número se confirmar, esta terá sido o pleito americano com maior participação de eleitores desde 1960. Há anos não se via uma adesão tão forte do povo em uma eleição por lá. Os eleitores chegaram a esperar até 10 horas pela sua vez de escolher o destino da nação mais poderosa do planeta. Obama fez uma campanha limpa: sempre esteve firme, determinado, preparado, mas sempre friendly, sem jamais esquecer a ternura.

Terá a seu favor um Congresso de maioria democrata. E surge como uma liderança neste momento de crise, quando o atual presidente Bush ficou praticamente sumido, quase escondido, procurando não atrapalhar ainda mais o cenário do candidato republicano.
Por tudo isso, o discurso de vitória do novo presidente americano é tão relevante (assista parte clicando aqui no blog de Plurale). "Se ainda há alguém que duvida que os Estados Unidos sejam o lugar onde todas as coisas são possíveis, que ainda duvida que o sonho de nossos fundadores esteja vivo em nosso tempo, que ainda questiona o poder da nossa democracia, aqui está a resposta", disse. E o futuro ocupante da Casa Branca completou: "Esta noite, os americanos mandaram um recado para o mundo." Também o discurso do candidato republicano derrotado nas urnas, John McCain, que tão bem soube desejar sucesso ao adversário e se comprometeu a continuar na luta, junto ao novo governo, a favor do fortalecimento dos EUA. Ambos merecem ser assistidos com a atenção devida.

A vitória foi sim do povo, como insistiu Obama. Que comemorou com festa em diferentes pontos não só dos EUA, mas também na Europa, África e Ásia. De um povo que insurge contra a ofensiva bélica de Bush, contra o racismo, contra a opressão. Muito mais do que a diversidade, o resultado mostra um novo país que surge após tantos altos e baixos, solavancos políticos e econômicos. Denúncias de ameças à democracia e imagem seriamente atingida diante de uma crise econômica gravíssima.

Com humildade, procurando evitar o clima apenas de comemorações, Obama admitiu que terá um longo caminho a trilhar pela frente. Citou as dificuldades que encontrará depois de tomar posse, no próximo dia 20 de janeiro de 2009.

"Nós sabemos que os desafios que o amanhã vai nos trazer são enormes: duas guerras, um planeta em perigo, a pior crise econômica em quase um século. O caminho vai ser longo e não atingiremos nossos objetivos em um ano, nem mesmo em um mandato. Mas eu nunca estive mais esperançoso de que estou esta noite. Eu prometo a vocês, nós, como povo, chegaremos lá".

A esperança agora é por mudança. Mudança para melhor. Mudança por novos dias. Que venham dias melhores. Para todos.

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