abril 05, 2014

SAWABONA!!!
Há uma "tribo" africana que tem um costume muito bonito.
Quando alguém faz algo prejudicial e errado, eles levam a pessoa para o centro da aldeia, e toda a tribo vem e o rodeia. Durante dois dias, eles vão dizer ao homem todas as coisas boas que ele já fez.

A tribo acredita que cada ser humano vem ao mundo como um ser bom. Cada um de nós desejando segurança, amor, paz, felicidade. Mas às vezes, na busca dessas coisas, as pessoas cometem erros.
A comunidade enxerga aqueles erros como um grito de socorro.
Eles se unem então para erguê-lo, para reconectá-lo com sua verdadeira natureza, para lembrá-lo quem ele realmente é, até que ele se lembre totalmente da verdade da qual ele tinha se desconectado temporariamente: "Eu sou bom".

Sawabona Shikoba!
SAWABONA é um cumprimento usado na África do Sul e quer dizer:
-"Eu te respeito, eu te valorizo. Você é importante pra mim"

Em resposta as pessoas dizem SHIKOBA,que é:
-"Então, eu existo pra você"


abril 03, 2014

Mulheres de Peito

O São Paulo Fashion Week (SPFW), maior evento de moda do Brasil, que começou na última segunda além de desfiles, está promovendo uma exposição fotográfica. Nesta quarta-feira estreiou a série fotográfica Mulheres do Peito na Moda, feita com mulheres que enfrentam o câncer de mama.
Essas mulheres participaram da campanha Mulheres do Peito, promovida pela Secretaria de Saúde de São Paulo, e foram modelos por um dia num ensaio fotográfico que, além de exposto no SPFW, será publicado na revista FFWMAG em abril. Durante a mostra também será exibido um vídeo da estilista Constanza Pascolato, que teve câncer de mama, dando seu testemunho.

julho 18, 2012

Exemplo dos pais é fundamental para boa educação financeira das crianças


É o que defende especialista Cássia D'Aquino, para quem a mesada ou semanada não deve estar condicionada ao bom comportamento dos filhos


A cena se repete em várias lojas. Crianças, às vezes bem pequenas, choram para que os pais comprem determinado brinquedo, que nem sempre é barato. Alguns adultos se mantêm firmes, outros acabam cedendo aos apelos dos filhos. Ensinar às crianças o valor do dinheiro não é fácil, mas é possível e necessário, como explica Cássia D’Aquino, especialista em educação financeira.
Cássia D'Aquino educação financeira (Foto: Divulgação)Cássia D'Aquino, especialista em educação
financeira (Foto: Divulgação)
“As crianças começam a pedir para os pais comprarem coisas cada vez mais cedo, porque elas observam situações de consumo. Elas sabem que existe uma coisa chamada ‘dinheiro’, e que com ela os pais compram brinquedos coloridos e guloseimas. Alguns pais se deixam manipular e até estimulam essa prática, mas a maioria tem consciência das consequências disso. Com dois anos, dois anos e meio de idade a criança já é capaz de entender noções bem simples sobre dinheiro, e esse processo de aprendizado dura pelo menos 20 anos. Não existe fórmula mágica, é importante que se tenha clareza de que nada supera o exemplo dos pais. Se os filhos estão se comportando de determinada maneira, temos que ver como a família se comporta. A dor e a delícia de ter filhos passa pelo fato de admitir que você é responsável por eles”, diz Cássia.

Apresentar cédulas e moedas é o primeiro passo para inserir a criança no universo do dinheiro, recomenda a especialista. Ensinar que se deve ter cuidado com as cédulas, não molhar e não riscar também é importante. “Ao mesmo tempo que o pai e a mãe mostram o dinheiro, podem ensinar que existem compras prioritárias e que nem sempre podemos ter o que queremos, na hora que desejamos. As crianças devem participar da lista de compras do mercado, ajudar os pais olhando a despensa para ver o que está faltando. Observar que a família faz uma lista de compras é importante, mostra que existe planejamento, é diferente de chegar ao mercado e jogar qualquer coisa no carrinho. Existem outras boas estratégias, como explicar o conceito de caro e barato, o que leva a criança a entender que existem categorias de objetos, e que o uso do dinheiro exige racionalidade”, ressalta.

E será que a mesada é uma boa ideia? Na opinião da especialista, sim, mas só deve ser dada a partir dos 11 anos de idade. Antes disso, é melhor optar pela semanada. “As crianças só adquirem capacidade de abstração depois dos 10 anos de idade. Antes disso, elas não conseguem entender o que é um mês, por exemplo. Com a semanada, se o filho cometer algum erro na administração, ainda terá tempo para corrigir na semana seguinte. Os pais devem ficar atentos para não condicionar a mesada/semanada ao bom comportamento ou à ajuda nas tarefas domésticas. Temos que ajudar em casa porque devemos dividir as tarefas, e não por dinheiro. Por outro lado, é interessante pedir ajuda aos filhos para que realizem tarefas como lavar o carro ou dar banho no cachorro, por exemplo, e pagar por isso, pois são atividades que demandam um custo de fato. A família pode fazer uma tabela de preços para o filho escolher o ‘trabalho’’’, sugere.

Cássia não concorda com a ideia de que as crianças estão ficando mais consumistas. “Um pai me falou certa vez que a filha só gostava de roupa de marca. Perguntei onde ela via essas roupas, e ele respondeu que a família costumava ir sempre ao shopping. Nas últimas décadas, com o aumento de demanda do mercado de trabalho, os pais têm menos tempo de ficar com os filhos. E, quando o fazem, levam as crianças para passear no shopping. Ou seja, o prazer de estar junto com a família está associado ao prazer de consumir. A consequência disso é que as crianças não criam o hábito de poupar, e isso é perigoso, porque com o aumento da expectativa de vida, elas vão precisar de dinheiro por mais tempo. Os adultos de hoje deveriam estar poupando, mas não é o que vemos”, alerta.

Para a especialista, a escola pode ser uma grande aliada na educação financeira das crianças. “As instituições de ensino podem estimular o espírito crítico dos alunos, além de apresentar conceitos de economia. Mas cabe aos pais a maior responsabilidade nessa tarefa”, completa.

Educação fiscal para adultos
Valeria Ferrari (Foto: Divulgação)Valeria Ferrari, da Divisão de Educação Fiscal
da Esaf  (Foto: Divulgação)
Desde 1996, o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) mantém um programa de educação fiscal com foco na capacitação de professores e servidores públicos. O objetivo é que eles sejam multiplicadores das informações sobre tributação, explica Valeria Ferrari, coordenadora da Divisão de Educação Fiscal da Escola de Administração Fazendária (Esaf). “Quando o programa começou, era voltado apenas para o combate à sonegação de impostos, mas depois se percebeu que era fundamental falar sobre a aplicação dos recursos públicos. Muita gente não sabe que 50% do IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores) fica no município onde o carro foi emplacado, que 25% do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços) das compras fica no município onde foi emitida a nota. Saber essas e outras coisas sobre impostos é importante para que possamos exercer a cidadania de forma plena”, ressalta.

E existe diferença entre educação financeira e educação fiscal? Sim, explica a coordenadora. “A educação financeira é um segmento da educação fiscal. Quando os indivíduos consomem de forma irresponsável, precisamos de mais recursos para recolher o lixo, além do impacto óbvio na natureza. Essa dinâmica deve ser ensinada para as crianças desde cedo. Após fazer o curso, os professores desenvolvem projetos nas escolas, ensinando o que aprenderam. Se o vereador ou deputado diz que vai dar aumento, já saberemos que ele está mentindo. Se ele quer dar dentadura para os eleitores, vamos questionar porque o candidato está fazendo isso. A educação nos faz refletir”, ressalta.

A capacitação é oferecida duas vezes por ano, gratuitamente, e as inscrições estão abertas no site da Esaf. O curso tem 160 horas de duração, é ministrado a distância e qualquer pessoa maior de 18 anos de idade pode participar.
Globo Educação - TV Globo

maio 24, 2012

Xuxa e Mano Brow


De Claudia Antunes

RIO DE JANEIRO - A entrevista de Xuxa que levantou a audiência do "Fantástico" ainda causa controvérsia. As reações variam entre os extremos de exaltação da coragem da apresentadora e de desprezo por um suposto golpe de marketing.

Xuxa pareceu sincera, mas foi pouco explícita sobre os abusos que sofreu. Além de mostrar a persistência de um personagem público infantilizado, essa lacuna pode comprometer o efeito de incentivar famílias e crianças a ficarem atentas e denunciarem violações do mesmo tipo.

Ela foi estuprada, foi apalpada? Os agressores demonstraram prazer, ameaçaram-na, disseram que estavam brincando? Onde as agressões ocorreram?

É possível que tal detalhamento fosse considerado impróprio ao horário nobre da TV. Mas pode ser mais difícil do que parece detectar e prevenir as várias formas de abuso sexual na infância. Todo contato físico entre pais e filhos, tios e sobrinhos, deve ser considerado suspeito?

O depoimento de Xuxa contrasta com o tom assertivo da entrevista de Mano Brown que a "TV Folha" exibiu também no domingo. Como sujeito ativo e não vítima, o líder do Racionais defendeu os 1.300 sem-teto que ocupam há cinco anos um edifício no centro paulistano.

Falou da mentalidade reacionária que, por exemplo, leva o Judiciário a uma interpretação estrita (e até anticonstitucional) do direito de propriedade. Nem juízes nem autoridades sentem-se compelidos a uma solução que mantenha as famílias "perto do hospital, do metrô, a cinco minutos do trabalho".

Que toda a sociedade não se dê conta de que ganharia com isso tanto quanto os sem-teto é prova de que, apesar do boom de consumo e de emprego, ainda estamos em transição, disse Brown. "O Brasil não sabe se é um país moderno ou se ainda está em 1964."

Fonte:Folha de S.Paulo
24/05/2012

março 31, 2012

Ilha das Flores

Avenida Brasil, a nova novela das 9h, mostra um mundo desconhecido para muitos até então...a vida no lixão. Mais do que a aversão sentida pelo telespectador de imediato, me impressiona a capacidade do ser humano em sobre-viver em condições abaixo do que sua capacidade de escolha, decisão e ação permitiria.

Esse curta de 1989, genial, ajuda a começar a pensar.
Trajetória humana...o que mudou desde 89?

novembro 08, 2011

Novo portal Plurale em site


Gosta de Plurale em site?

No aniversário de quatro anos, quem ganha presente é você!

Confira ainda as promoções/sorteios pelo twitter @pluraleemsite e também a nova "cara" do portal, ainda mais interativo. Os nossos sempre antenados web designers, parceiros da Prodweb, estão sempre buscando novidades para você curtir.

Se você tem uma sugestão de reportagem/ tema de artigo ou é bom em fotografia, pode mandar sugestões para a redação avaliar através do novo portal.

Não é só! Vem muito mais por aí!

Navegue, curta, opinie! Queremos sua opinião!

Tks pela audiência qualificada e atenta nestes quatro anos!

abrs,

Equipe Plurale

outubro 06, 2011

TEUS OLHOS MEUS


E se a vida tropeçasse no destino? E se a felicidade fosse encontrada justamente em um lugar impossível de imaginar?

O filme “TEUS OLHOS MEUS”, foi super premiado com melhor filme, melhor ator, melhor atriz, melhor roteiro e melhor trilha no 4º Los Angeles Brazilian Film Festival (LABRFF), The Landmark Theatre, em Los Angeles.

Elenco formado por Paloma Duarte, Emílio Dantas, Remo Rocha e Roberto Bomtempo.

O longa tem a direção de Caio Sóh com trilha sonora de Maria Gadú.

Semana quem vem no Rio de Janeiro:

TER (11/10) 19:15 Cinemateca do MAM

QUI (13/10) 13:50 Est Vivo Gávea 1 – Shopping da Gávea

QUI (13/10) 20:20 Est Vivo Gávea 1 - Shopping da Gávea



outubro 03, 2011

Celeiro de celebridades


O Rio de Janeiro é uma cidade repleta de artistas dos mais variados. Mais uma atração turística, por quê não?

Por Sônia Araripe, Editora de Plurale em site e Plurale em revista
Originalmente postado na revista eletrônica Balaio de Notícias
Foto: Divulgação



Saio apressada de entrevista em Congresso de Meio Ambiente, realizada no Centro do Rio de Janeiro e corro, literalmente, para dar tempo de estar, do outro lado da cidade, em menos de uma hora, no máximo. Pego o carro, respiro fundo e o trânsito, surpreendentemente, fluiu bem. Nem bem deu tempo de cantar alto todas as músicas do rádio, para já ter cruzado o Túnel Rebouças, para deparar-me com a beleza natural da Lagoa Rodrigo de Freitas, tendo a certeza de ter chegado à Zona Sul.

Vã ilusão. O trânsito não estava mais andando no mesmo ritmo. Sabe-se lá por capricho do quê ou de quem, foi hora de amargar num longo engarrafamento sem fim. A esperança de chegar a tempo no próximo compromisso, no Leblon, já era mesmo um sonho ou pesadelo. Ponto morto, primeira marcha. E vice-e-versa. Mais algumas músicas. Nem mesmo a bela vista da Lagoa, com seus ciclistas e corredores disciplinados, já surtia efeito. Veio o escurecer da tarde e ali estava mesmo a certeza de que o trajeto iria demorar muito mais do que o previsto.

Tudo bem! Vamos lá! Estou no Rio de Janeiro, sou carioca da gema, e nada vai me tirar o bom humor. Não é isso? Mas será? Bom, depois de quase DUAS horas de pé prá lá e prá cá nos pedais do carro e muita cantoria desafinada com o rádio, consegui chegar ao destino aguardado, o Shopping Leblon. Para quem não conhece, é perto da Lagoa, perto da Praia do Leblon, no melhor point da cidade. Fosse em Paris, seria quase ali com o astral de Montmartre, estivéssemos em Nova York seria algo como o Tribeca e seus restaurantes contemporâneos e gente antenada. Estamos no Leblon, bairro das celebridades, dos acontecimentos, de onde o Rio acontece.

Se em tupi, a origem de Y-paum, quer dizer, ilha ou entre canais de água, em carioquês significa lugar onde a celebridade mora ou está. Não há dúvida. Se Ipanema já teve sua garota cantada em tantas línguas e os dias de glória, do chopp no Veloso e da Rua Nascimento Silva, 107, do Tom Jobim, o Leblon ficou eternizado pelas novelas de Manoel Carlos, o Maneco, pela música de Marina, do alto do Hotel Marina, falando das luzes se acendendo, pelos filmes moderninhos, pela moda, pelo calçadão, pela gente linda de morrer na praia geladinha. Não tem jeito: definitivamente, a cara do Rio hoje é deste bairro colorido e estiloso. Como na música de Rita Lee, rainha hoje da timeline do twitter como “litalee”, se Ipanema é bossa nova, Leblon é carnaval, suingue e simpatia. Se Ipanema é namoro de mãos dadas, Leblon é amizade colorida que termina em sexo na madrugada de sereno.

Estacionar o carro foi outra tortura. Shopping lotado, claro! Não, não era sábado. Era plena terça-feira. Rezei, rezei e um cristo saiu com o seu automóvel. Lá fui correr para o compromisso. Ah! Esqueci de contar. Era lançamento de livro de Israel Klabin, conhecido de muitos pelo sobrenome quatrocentão e ilustre, mas que tem fama mesmo no mundo de meio ambiente, como interlocutor privilegiado sobre aquecimento global.

Aperto o passo nas escadas rolantes e eis que quase tropeço com um músico clássico vestido a caráter, de terno preto e camisa branquinha feito comercial de sabão em pó, como para um concerto da orquestra sinfônica carregando um violoncelo – ou algum parente musical – numa case com rodinhas. Subimos, eu, o músico e o violoncelo de rodinhas. Achei o rosto conhecido, mas já não tinha tempo de acionar o Intel da memória para procurar o nome do músico. Tinha que chegar a tempo de pegar o lançamento do livro.

Chego ao local. Me senti quase como naquele filme de criança sobre um boneco desejado como presente de Natal que todos querem, sabe qual é? A fila para comprar o livro e dos autógrafos já dava voltas. Não tinha jeito. Era preciso esperar. Quando, com muito custo, consigo o meu exemplar e corro para a outra fila, ainda mais longa, novo tropeço. Desta vez num tipo bem magro, do meu tamanho (alto, portanto), jeito de andróide, quase Blade Runner, quase Frankstein. Está certo, você tem razão, sou mesmo muito distraída ou obstinada demais em atingir metas.

Eis que o tipão se dirige a mim, a esta pessoa totalmente tonta, e pergunta quem é o autor, que lançamento era aquele. O (a) leitor (a), muito mais atento (a) do que esta que vos relata, certamente já tem quase certeza de que tipo estamos falando. Quem? Isso! Arnaldo Antunes em pessoa! O músico, criador dos Titãs e poeta dos mais geniais destes tempos ultramodernos de fim de mundo – com aquela música linda dos Tribalistas, em tom forte constratando com a voz de Marisa Monte – estava bem na frente, falando comigo. Respondi, ainda meio que aturdida, deixando a distração de lado. Opa! Sou jornalista, também não sou tão zonza assim.

Sozinha, fico rindo de mim mesma. Estivessem meus filhos adolescentes perto e iam caçoar desta que vos escreve por horas. Ou seriam dias? Neste ponto você vai querer saber como assim eu – jornalista que vos conto - tropeço com o Arnaldo Antunes, em pouca carne e muito osso, e também com o Jacques Morelenbaum – aquele do violoncelo das rodinhas – e nem fiquei com batimentos cardíacos alterados.

Mas é vero. Quem é carioca da gema e circula bastante sabe bem disso. Na praia, na corrida da manhã, no suco de fim de tarde, no cinema, em qualquer canto tropeça-se em uma celebridade. E nem estou falando aqui dos óbvios lançamentos de filmes, de livros, de festas fechadas, de teatros..... Enfim, locais certos para encontrar os tipos. Estou falando de tropeçar na escada do shopping ou qualquer outro canto comum, digamos assim.

Não tem jeito. O Rio é assim: celebrities por todo lado. Ainda mais no Leblon, celeiro dos celeiros, point dos points. Quem vem de outros estados – e até outros países – fica encantado (a). Imagina a glória de tropeçar com Chico Buarque em pessoa tomando um bom vinho ou fuçando as boas livrarias ali no fim do Leblon? Ou, quem sabe, esta pros moçoilos afoitos, dar de cara com a sensual Camila Pitanga dando uma voltinha de moleton cinza pela Lagoa? Sim, estas coisas acontecem, muito mais do que a vã filosofia possa imaginar.

Esqueci de contar que Arnaldo, Jacques e muitos outros globais estavam em outro evento no mesmo dia, na mesma hora, que envolvia poesia, música, performance, tudo junto e misturado. Mais cara do Leblon, impossível!

Quem é carioca da gema sabe disso. Mãe de três rebentos – no Rio de Janeiro –, tinha que me acostumar com a curiosidade das crianças. E tome de pedir autógrafo no almoço de domingo da churrascaria, furando ondinhas no mar, na fila do cinema, no lanchinho da tarde, no check-in do aeroporto. Não tem jeito. É piscar o olho e lá está a celebridade.

Flashes? Sim, sempre têm. Os amadores e também os oficiais, da turma papparazzi. Mas o Rio é tão repleto de ações ao mesmo tempo que muitos passam mesmo despercebidos. Carioca que é carioca, olha, revira os olhinhos, como diria Dori Caymmi, e finge que não viu. Sabe-se logo quem é turista ou criança que corre, abraça, diz que é fã...

Com o tempo adquiri quase uma imunidade, um senso comum destas figuras. Algumas celebridades mais simpáticas, outras nem tanto, vários de dar dó de inexpressivas... Até porque, vamos combinar, independente de que time você torce ou de que lugar do planeta você tenha vindo, são mesmo figuras normais, iguais a todos. Ainda mais quando a dor de barriga aperta ou a tal da TPM ataca no caso das mulheres. Sem brilho ou glamour, são gente como a gente. Por acaso interpretam, cantam, jogam.... Mas são feitos da mesma matéria que todos nós.

Uma amiga editora do Jornal do Brasil dos bons tempos morria de rir quando eu contava que tinha que pagar este mico com as crianças. Ia lá na celebridade e pedia autógrafo ou para tirar uma foto com os meninos. Ela morria de rir. Mas quase me matou de vergonha quando fui pedir autógrafo para o mestre dos meus mestres, deus dos deuses, o Armando Nogueira.

Também tem isso. Cada um tem a celebridade que lhe apetece. Ou lhe convém. Alguns ficam mudos na frente de Deborah Secco, outros gostam mesmo é de pagodeiro, tem a turma dos jogadores de futebol... Cada um com seu cada qual. Não me perdoo até hoje por não ter tido coragem de pedir um autógrafo ao Tom Jobim, sentado na mesa ao lado da Churrascaria Plataforma, há uns 20 anos. Com seu chapéu de palha, simpático, atendia a quem pedisse. Não era ainda tempo de celulares com câmeras embutidas. Mas ele atendeu a toooodos e ainda deu beijinho nas mais bonitas, claro. Bloqueei.

Lembrei de algumas situações em que “tropecei” em celebridades, virei os olhinhos e me fiz de tonta. E não foram poucos. Na música, nomes de todos os gêneros e tempos: Marisa Monte, Chico Buarque, Milton Nascimento, Roberto Carlos, Caetano Veloso, Beth Carvalho, Zeca Pagodinho, Elba Ramalho, Arlindo Cruz, etc. e agora também Arnaldo Antunes. De novela, são tantos que prefiro me concentrar no dia que Regina Duarte chegou, bem simpática, e pediu licença para entrar, atrasada, para sua apresentação no teatro. E há ainda os escritores, bailarinos, apresentadores, jornalistas famosos, autores, diretores, a turma do Carnaval... Ufa, uma lista interminável.

Esta aparente imunidade das celebridades só me traiu uma vez. E que vez! Há uns 15 anos, talvez menos, fomos convidados para evento de lançamento de uma cigarrilha cubana no Brasil. Era uma superfesta, no Hotel Copacabana Palace. “Vestiram” o evento como se fosse a velha Havana. Veio até o Buena Vista Social Club! Uma beleza. Com um “pequeno” detalhe: não fumamos, ou melhor, temos pavor de cigarros, quanto mais os legítimos Habanas, charutos ou cigarrilhas. Não tinha como fugir: era uma fumaceira tooooootal.

Depois da apresentação do Buena Vista conseguimos, com jeitinho, achar um cantinho, pertinho do varandão do Copa – onde também imperava a fumaceira – que não estava concorrido e não tinha ninguém fumando. Não me lembro de todos os detalhes. Até porque aqui, vou deixar isso bem claro, não fazem a menor diferença. O fato é que ficamos ali os dois, eu e Newton, quase exilados da ilha, fugitivos da fumaça, tentando respirar um timtim. Viro para um lado, para o outro e respiro um pouco aliviada. Comemoramos juntos como se estivéssemos cantando vitória em 50 com os “companheiros” Fidel e Che. Surge, então, uma loira maraaaaaaaavilhosa, estonteante, vindo em nossa direção. Newton, mudo, de olhos esbugalhados. Eu com cara de tonta, prá variar. Já sabe quem é? Esqueci de descrever a roupa. Um mini vestido, bem curtinho mesmo, de lantejoulas, prateado ou dourado (os detalhes, reforço, não fazem a menor diferença), uma capa bege feito o filme Casablanca por cima, totalmente aberta, para disfarçar um pouco, quase uma pepita em pessoa. Descobriu? Acertou na mega sena?

Isso, Luana Piovani em muuuuita carne e muito osso! Bem simpática, pediu licença e sentou-se no mesmo banquinho estreito que nós dois. Se já estava apertado para os dois, imagina com mais uma – e que uma – junto. Era bem antes desta fase conturbada e polêmica da figura, acho que ainda nos tempos do Rodrigo Santoro, das novelas, sei lá. Não vem ao caso. Luana puxou papo, contou que tinha vindo com uma amiga, que já não a achava mais... Patati-patatá etc e tal. A capa já estava totalmente entreaberta, acho que ela tirou porque estava com calor. Jesus me abana! Fiquei totalmente sem ar. Maridão com os olhos esbugalhados, mudo, mudo. Eu tentando me fazer de calma, já nem olhava mais pros dois metros de pernas clarinhas, nem grossas, nem finas, certinhas feito as de Lalau, lindas de morrer. Suava frio. Não ouvia direito a voz rouca dela, aquele sussurrar inquietante... Estava apática, quase sem voz, sem ouvir... Sem o coração bater. Por um segundo vi o filme imaginário todo se passar na minha cabeça, já chegando ao clímax: imaginei a pepita ambulante me empurrando pro chão, me derrubando mesmo e saindo, rindo, linda, com meu príncipe sem voz, de olhos esbugalhados e um sorriso de canto de boca.

Dei meu jeito. Tirei ar como um náufrago na hora final. Não se tratava só de uma celebridade cansada dos holofotes em busca de descanso. Era sim uma caçadora em potencial e eu precisava reagir e defender, com minhas armas, a minha caça. Usei as armas possíveis contra uma concorrente deste porte. Levantei educadamente, já puxando o maridão, pedi licença, disse que estava com sede e quase empurrei o companheiro de festa e de vida para me acompanhar em um mojito. Que invisível que nada! Que virar os olhinhos e não ver... Esta mulher é um demônio em forma de gente!

*Jornalista, é editora de Plurale em revista e Plurale em site, com foco em Sustentabilidade. Nasceu e quase sempre morou no Rio de Janeiro, com um período da infância em Recife.

agosto 26, 2011

E VOCÊ, SERIA SALVO?

E ainda tem pessoas que acham que isso não faz diferença.
Salvo pela gentileza...

Conta-se uma história de um empregado em um frigorifico da Noruega.
Certo dia ao término do trabalho foi inspecionar a câmara frigorifica. Inexplicavelmente, a porta se fechou e ele ficou preso dentro da camara. Bateu na porta com força, gritou por socorro, mas ninguém o ouviu, todos já haviam saído para suas casas e era impossível que alguém pudesse escutá-lo.
Já estava quase cinco horas preso, debilitado com a temperatura insuportável.
De repente a porta se abriu e o vigia entrou na câmara e o resgatou com vida.
Depois de salvar a vida do homem, perguntaram ao vigia:
Porque foi abrir a porta da câmara se isto não fazia parte da sua rotina de trabalho?.
Ele explicou: Trabalho nesta empresa há 35 anos, centenas de empregados entram e saem aqui todos os dias e ele é o único que me cumprimenta ao chegar pela manhã e se despede de mim ao sair.
Hoje pela manhã disse “Bom dia” quando chegou.
Entretanto não se despediu de mim na hora da saída. Imaginei que poderia ter-lhe acontecido algo. Por isto o procurei e o encontrei..

Pergunta: E VOCÊ, SERIA SALVO?

junho 06, 2011

Dia das “SEM” namorados

Maria Lúcia Poyares

Pensei seriamente em instituir, inaugurar, criar e, fica a escolha de vocês uma data para as mulheres, isso mesmo, vocês entenderam muito bem, as solitárias mulheres desse imenso Brasil, reunidas, pensar nas SEM NAMORADOS.

Sim, amigas mulheres sozinhas, o que está acontecendo com o relacionamento homem/mulher?

Que desencontro é esse?

Onde está aquele homem viril (não necessariamente musculoso) que nos envolvia em um clima de aconchego e proteção?

Não me refiro a proteção financeira e sim amorosa, àquele ombro amigo para escutar nossas tolices do dia a dia ou os planos mirabolantes para o futuro (fantasias) próprias do mundo feminino, aqueles comentários invejosos das amigas, etc etc que eles mal escutavam, mas diziam sorrindo: “coisas de mulher”

Sim, é verdade, “coisas de mulher” mas que faziam o diferencial entre o macho e a fêmea.

Amigas, eu estou vivendo tempo bastante para sentir essas diferenças e ausências, e não considero um bom momento para as mulheres.

A mulher de hoje é uma profissional altamente qualificada no mercado de trabalho, não tem dúvida, mas, e no recolhimento do quarto, deitada em uma bela cama, não falta algo?

Na minha visão, claro que falta aquele aconchego que lhe ajuda a dormir e acordar mais disposta.

Os casais têm seus desacertos cotidianos, mas nada que uma bela noite juntinho não resolva.

E, como mulher, confesso, comemorar com tanta euforia a data dos namorados me levou a pensar: quem sabe, festejando também a data dos SEM namorados nos leve a refletir, procurando encontrar solução para esses desencontros?

Sei que não depende somente da mulher e, com certeza, a autonomia financeira e profissional da mulher é um fator determinante, mas sempre, desde que mundo é mundo (nossos ancestrais já diziam) a mulher dispõe de algo que a natureza nos dotou e é indiscutível: artimanha feminina.

Vamos usar esses recursos ou preferem o Dia dos SEM namorados?

maio 19, 2011

Envelhecer por Arnaldo Antunes

Marcelo Jeneci & Arnaldo Antunes no PelasTabelas (Copo D'Água)





Viradão Carioca está chegando... Quem está no Rio?
Sábado, tem Arnaldo Antunes no Rio de Janeiro, no Arpoador!!!!!

Tania Malheiros no show “Deixa eu me benzer” na Lapa dia 20


A cantora Tania Malheiros volta à Lapa na sexta-feira da semana que vem, dia 20 de maio, às 21h, no Teatro Ninõ de Artes Luiz Mendonça, na Praça João Pessoa, 2, com o show “Deixa eu me benzer”, que dá nome ao seu primeiro CD, que está sendo lançado. No repertório, clássicos de Assis Valente, Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito, Xangô da Mangueira, além de composições de Dona Ivone Lara e Delcio Carvalho, Nelson Sargento, Wilson Moreira e Nei Lopes e Noca da Portela.

Tania estará em companhia dos músicos Rafael Lobo (violão), Samurai (cavaquinho), Felipe Tauil e Buzunga (percussão). “Estou muito feliz por estar às vésperas dos 10 anos de carreira, lançando o meu primeiro CD, que tem arranjos do maestro Gilson Peranzzetta”, comenta. O CD tem 12 sambas inéditos e duas regravações de canções desconhecidas do grande público. “Vou cantar as músicas do CD e muitas outras que me acompanham ao longo da minha carreira que está prestes a completar 10 anos”, diz a cantora, feliz da vida por cantar novamente na Lapa.



SERVIÇO

Dia 20 de maio – (SEXTA) - às 21h

Ninõ de Artes Luiz Mendonça: Praça João Pessoa, 2, Lapa (esquina da Av. Mem de Sá com a Rua Gomes Freire), telefone: 2508-8217

Censura 18 anos.

maio 11, 2011

Manifestações de carinho erradas. Existe?

http://comentariodemulher.blogspot.com/2011/05/manifestacoes-de-carinho-erradas-existe.html

abril 12, 2011

MELAMED "A MERCÊ" - BIANCA RAMONEDA CONVERSA COM MICHEL MELAMED

A escritora Bianca Ramoneda bate um papo com o ator-poeta Michel Melamed sobre ousadia, risco e coragem. No teatro, Michel Melamed escreveu, atuou e dirigiu a Trilogia Brasileira, composta pelos espetáculos Regurgitofagia, Dinheiro Grátis e Homemúsica - êxitos de público e crítica no Brasil e exterior (Nova York, Paris, Berlim) -, além de ter escrito os livros homônimos. Integra ainda o grupo "The Internationalists", sediado em ...Nova York. Na televisão, escreve, atua, apresenta e/ ou dirige programas há mais de 10 anos, sendo os seus últimos trabalhos o programa "Recorte Cultural" da Tv Brasil (criação, direção e apresentação - 2005 - 2008), a minissérie "Capitu" da Rede Globo (atuação - 2008), com direção de Luiz Fernando Carvalho, as séries "Celebridades do Brasil" (roteiro e co-direção - 2009) e "Campeões de Audiência" (criação, direção e apresentação - 2010), ambas para o Canal Brasil, e "Afinal, O Que Querem As Mulheres?" (roteiro, atuação e música de abertura - 2010), dirigida por Luiz Fernando Carvalho na Rede Globo. Quarta-Feira, 13 de abril · 20:30 - 23:30 Midrash Centro Cultural - R$20,00

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abril 09, 2011

Promoção especial BRIGADEIRO DE PÁSCOA.


A publicitária trocou a criação por uma empresa de brigadeiros gourmets. O projeto está indo super bem, mesmo sem loja física e com as vendas todas via web. Se quiserem se presentear ou presentear alguém, fica a sugestão.

março 31, 2011

"Shining City" : em SP


Do irlandês Conor McPherson ("The Weir", "The Seafarer"), a peça conta a história de um homem remoído pela culpa, que procura um terapeuta após ver o fantasma de sua falecida esposa. Lutando contra seus próprios demônios, o terapeuta faz o que pode pra ajudá-lo. As visitas rotineiras entre eles logo se tornam uma tentativa de sobrevivência, e isso mudará a vida dos dois para sempre. A peça fez grande sucesso no West End londrino e na Broadway, sendo indicada a vários prêmios.

Com Alexandre Ogata, Guilherme Magalhães, Juliana Gonçalves e Rodrigo HaddadEm inglês.
Duração: 75 min
Sábados às 20h
Domingos às 18h
De 2 a 17/abril (sendo que no último fim de semana a peça faz parte da programação da Virada Cultural)
Classificação etária: 16 anos
Grátis.
Auditório Cultura Inglesa
Av. Higienópolis, 449, São Paulo, SP