Dedicado às mulheres inteiras e ativas de todas as idades, cores e formas. Mulheres que interagem e abraçam a vida como der, puder e vier.
Sempre desejadas!








AS MULHERES DE BRANCO


Teatro Candido Mendes. Rua Joana Angélica 63, Ipanema,Rio de Janeiro telefone 2267-7295. Quinta a sábado, às 21h. Domingo, às 20h. R$ 40,00. Classificação etária: 12 anos. Temporada: de 30 de abril a 4 de julho de 2010. Duração: 70 min. Meia entrada para estudantes, idosos, professores da rede publica e para advogados que apresentarem a carteira da OAB.


Uma noiva que não acredita no amor

Uma médica sem vocação profissional

Uma mãe de santo que não tem fé


Casei por amor, sou jornalista e graças a Deus nunca vi alma desencarnada, mas me identifiquei com as três. E como foi divertido!

O universo feminino todinho lá, cada detalhe, hilário. E o mais irônico, a peça foi escrita e interpretada pelo Celso André (um homem) e dirigida pelo Alcemar Vieira (outro homem).

Será que eles finalmente nos compreenderam?

Imperdível!!!!!! Pra quem estiver no Rio, hoje tem!!!!


Aqui vai uma entrevista exclusiva com o ator e autor da peça.

Com a palavra Celso Andre


Como surgiu a ideia de escrever a peça ? Há quanto tempo?
Sempre convivi muito com mulheres. Tenho uma irmã gêmea, ou seja, desde a barriga da minha mãe as mulheres são grandes companheiras. E com essa convivência pude observar e constatar muitas diferenças entre o universo masculino e feminino. E como sou comediante sempre lanço um olhar cômico e bem humorado pra vida e assim nasceu o desejo de explorar os dramas da mulher contemporânea em um espetáculo de teatro. Esse desejo surgiu há oito anos quando dividia apartamento com uma grande amiga psicóloga e passávamos horas em casa conversando sobre as diferenças entre os dois universos: masculino e feminino.


Por que o universo feminino?
Sou apaixonado pelas mulheres. Elas são muito mais fortes e corajosas que nós homens, mas sem deixar de serem sonhadoras e românticas. Elas conseguem administrar várias coisas ao mesmo tempo. A casa e os filhos, o trabalho e ainda encontram tempo para sonhar e idealizar muitos desejos. Acho isso incrível. Precisava como artista escrever sobre isso. Esse espetáculo é uma homenagem a elas.


Por que essas 3 personagens(médica, mãe de santo e noiva) e não outras?
Eu queria falar da mulher atual, que busca a felicidade na sua vida pessoal, profissional e espiritual. E a primeira personagem que surgiu foi a noiva que fala dos desejos pessoais em relação a vida em família e a idealização do casamento. Logo em seguida para falar do lado profissional surgiu a médica e do lado espiritual veio a mãe de santo. Quando comecei a refletir sobre o tema, surgiu também intuitivamente esse titulo “As Mulheres de Branco”. E a base para desenvolver o discurso e as questões que exploro no espetáculo veio de experiências próprias e de muita observação. Eu venho de uma família de médicos incluindo minha irmã gêmea, sou espiritualista e um profundo estudioso das religiões afro-brasileiras além ser um eterno apaixonado, romântico e sonhador.


Você sempre soube que era um monólogo?
Não, nunca passou pela minha cabeça que seria um monólogo. Escrevi originalmente para três atrizes e eu iria dirigir. E cheguei a fazer leituras abertas ao público com atrizes lendo as personagens. Uma grande atriz e amiga, a Dani Barros, que eu convidei no início do projeto para fazer a noiva, depois de uma longa conversa me convenceu que eu deveria fazer as três. Dani é uma referência para mim, começamos juntos e a admiro muito então refleti e aceitei o conselho. Ela me deu um “puxão de orelha” e disse (risos) : “Celso essa peça é você. Você tem que fazer as três. Pare de ser medroso aceite e suba logo no palco com elas.” E assim fiz (risos).


Quanto tempo de ensaio?
O processo de ensaio levou dois meses. Muito intenso, divertido e desafiador. Quem dirigiu o espetáculo foi outro grande artista e amigo-irmão: Alcemar Vieira. Somos amigos há mais de 20 anos, começamos juntos num grupo formado no tablado chamado “ Troglô” o qual a Dani também fazia parte. Nos trancamos numa sala de ensaio por dois meses e nos jogamos no espetáculo. Alcemar foi um parceiro nesse projeto incrível. Me dirigiu com muita firmeza e propriedade e por nos conhecermos muito, ele soube explorar o melhor do meu trabalho além de criar e desenvolver a ação dramática do espetáculo com maestria e muito talento. Toda a concepção artística do espetáculo é dele incluindo a trilha sonora. Queria um diretor para me jogar de braços abertos e ser conduzido à cena de forma natural, instintiva e verdadeira. E o Alcemar soube fazer isso brilhantemente. Essa peça é um encontro muito bonito entre nós.


Você compreende as mulheres?
Cada vez mais. E essa peça me ajudou a compreende-las mais ainda. Eu amo as mulheres. E quando se ama de verdade você compreende, penso assim. Os corações se põem aberto para tal. E acredito que a cada noite sairei do teatro compreendendo mais. A experiência de fazer uma mulher sendo homem é muito forte pra mim, e como artista a compreensão da alma humana é o que me interessa. É o que eu busco.


Quando raspou a cabeça e porque?
A idéia surgiu antes dos ensaios quando ainda elaborávamos o projeto. Um grande artista e amigo o Rui Cortez, sugeriu. Guardamos a sugestão e o Alcemar durante os ensaios no momento em que concebia a estética do espetáculo e junto comigo o caminho da criação dessas personagens pediu que raspasse com intuito de fortalecer a concepção da cena. Queríamos que o espetáculo tivesse além das três personagens a minha opinião masculina impressa no desenvolvimento delas. Por isso não faço travestido e nem busco uma estética realista feminina. E acreditamos que com a cabeça raspada o publico poderia olhar para elas através de mim. Sem referencias de perucas e penteados ou o meu próprio cabelo. O caminho de raspar o cabelo foi o de vestir as personagens com penteados e com cabelos que o publico pudesse individualmente imaginar. E mergulhar mais na alma dessas mulheres sem deixar de passar pelos homens. Acreditamos que assim o discurso proposto pelo meu texto ficaria mais contundente.

Serviço da peça:
Teatro Candido Mendes. Rua Joana Angélica 63, Ipanema, telefone 2267-7295. Quinta a sábado, às 21h. Domingo, às 20h. R$ 40,00. Classificação etária: 12 anos. Temporada: de 30 de abril a 4 de julho de 2010. Duração: 70 min. Meia entrada para estudantes, idosos, professores da rede publica e para advogados que apresentarem a carteira da OAB.

Inteirativas,
vocês acham que eles finalmente nos compreenderam?

20 comentários:

eliane disse...

SOU MÃE PROFISSIONAL E ACIMA DE TD MULHER . ME SINTO MTO A VONTADE DE FAZER ESSE COMENTARIO > ADOREI !!!!!!!!! TANTO A PEÇA QTO A REPORTAGEM!!!Quero parabenizar a Materia e pricipalmente a voce Claudia pela brilhante profissional q é e pelo belo trabalho q desenvolve. Parabens!!!!!!!BJS!!!!!Eliane mãe do ator Celso Andre

plurale disse...

Cláudia

Parabéns! Bela entrevista. bj

Adorei tb o comentário da mãe do ator Celso André.

Na figura dela e da nossa querida Maria Lúcia homenageio, desde já, tooooodas nós, mães inteirativas!

bj

Soninha

Anita disse...

Gente, que delicia essa entrevista. Eu enquanto mae, profissional, cozinheira de forno & fogao, blogueira e pau pra toda obra adoraria poder ver essa peca !

Mariangela Buchala disse...

Claudia, adorei...bj querida! Sucesso a todos. Parabéns mamãe Eliene

Mônica Angeleas disse...

Claudinha, Que papo ótimo o de vcs dois!! Que pessoa sensível o Celso Andre. A peça deve ser muito interessante.
Vou dar de presente do Dia das Mães prá mamãe, e claro vou junto com ela.
Valeu!
Bjs

Maria Lúcia Poyares disse...

Claudinha, que "presentão" recebi da Mônica !! Hoje irei assistir a peça mas arrisco antecipar minha resposta:
O homen precisa ter muito "sensibilidade" para compreender o mundo feminino cada vez mais conflitante.
FELIZ DIA DAS MÃES

Jose Ramon Santana Vazquez disse...

...traigo
sangre
de
la
tarde
herida
en
la
mano
y
una
vela
de
mi
corazón
para
invitarte
y
darte
este
alma
que
viene
para
compartir
contigo
tu
bello
blog
con
un
ramillete
de
oro
y
claveles
dentro...


desde mis
HORAS ROTAS
Y AULA DE PAZ


TE SIGO TU BLOG




CON saludos de la luna al
reflejarse en el mar de la
poesía...


AFECTUOSAMENTE
CLAUDIA


ESPERO SEAN DE VUESTRO AGRADO EL POST POETIZADO DE CHOCOLATE, EL NAZARENO- LOVE STORY,- Y- CABALLO, .

José
ramón...

Lilia Arruda disse...

parabéns pela entrevista.
já assisti a peça e parabenizo também Celso André pelo ótimo trabalho como autor e ator.
Sua visão do mundo feminino corresponde com nossas expectativas, sentimentos, dúvidas, alegrias...
É muito bom ver isso tudo retratado no palco com maestria e humor.

Claudia Ebert disse...

Mônica e Maria Lucia,

a peça não é MARAVILHOSA?
Bjs,
Claudia

Mônica Angeleas disse...

Claudinha, amei a peça!
Fui com a mãe e mais 3 amigas. Foi muito divertido! O Celso André é um show!!
Bjs.

Maria Lúcia Poyares disse...

Claudia, fiquei impressionada com o trabalho do Celso André, realmente um excelente ator.Obrigada pela dica.
Beijinhos

C. A. disse...

Assisti o espetáculo esse sábado. O Celso André, o ator da peça realmente é muito bom. É impressionante como sem fazer esforço algum ele encarna três personagens com muita sutileza e humor. Deixando claro que na verdade se trata de uma só. Ha muito tempo eu não via um trabalho tão engraçado e emocionante como esse. Parabéns ao blog por indicar uma peça tão sensivel e divertida. Imaginei que fosse rir mas não tanto e muito menos que acabaria o espetáculo emocionada. Dei grandes risadas... muito mesmo... e chorei ...de emoçao....que noite maravilhosa. BJs Carla Amanzo

matilde disse...

Vi a peça e ADOREI!!!!!O texto é ótimo, a atuação é excelente, tudo um espetáculo!!! Não percam!!!Ótima a entrevista, parabéns!!!!

Luiz disse...

10, 1000000

Luiz disse...

Sou medico e minha esposa enfermeira, somos de Manaus e de férias no Rio, tivemos oportunidade de compartilhamos sorrisos de montão.
Se o espetáculo for avaliado pelo bonequinho da GLOBO,tenho certeza que o mesmo deve ta em cima da cadeira batendo milhões de palmas.

Obs. Nada contra advogados, mas gostaria de uma explicação porque o privilegio deles pagarem só metade do ingresso:

Serviço da peça:
Teatro Candido Mendes. Rua Joana Angélica 63, Ipanema, telefone 2267-7295. Quinta a sábado, às 21h. Domingo, às 20h. R$ 40,00. Classificação etária: 12 anos. Temporada: de 30 de abril a 4 de julho de 2010. Duração: 70 min. Meia entrada para estudantes, idosos, professores da rede publica e para advogados que apresentarem a carteira da OAB.

Porque não também para os outros homenageados:

 MEDICOS COM CRM....
 ENFERMEIRAS COM COREN....

Dr. Luiz Nunes de Araujo e Enf. Simone Franco da Silva (Eu também com uma Silva na família)

Kenia disse...

Adorei a peca! Me surpreendi com a sensibilidade e com o talento do Celso Andre' mostrando o mundo feminino com todas as suas peculiaridades e facetas, de uma forma t~ao real e caricata, e ao mesmo tempo taaaaao engracada!!
Parab'ens !

Ana Luiza disse...

Muito legal! Estou louca pra assistir meu "colega" de "O Rapto das Cebolinhas" kakaka.
Até quando fica em cartaz? Vou tentar levar minha nãe comigo! Bjs e saudades!
Ana Luiza Loyola.

fliziane disse...

Gargalhei como a muito não gargalhava. A peça é dinâmica e hilariante. Vale a pena!!! Parabéns ao ator Celso André

Sonhos e Emoções disse...

Trabalho sério e belíssimo. Celso André mostra como se faz um trabalho solo de humor inteligente. Todos os pseudo atores das "stand-up comedies" deveriam aprender com ele que para chegar ao palco é preciso talento, muito trabalho e respeito pela inteligência do público.
Muito obrigada, Celso André, por nos oferecer sua arte requintada.
Salete Pinto

As Mulheres de Branco disse...

Muito Obrigado a todos pelo carinho e os elogios ao meu trabalho. Como artista essa é a minha maior busca; o reconhecimento do publico para quem trabalho com total intrega, amor e respeito. Muito obrigado ao Blog Inteirativa pelo espaço que abriram para o espetáculo e convido a todos a conhecerem também o blog da peça

http://asmulheresdebranco.wordpress.com/

Beijos carinhosos do Celso Andre