Dedicado às mulheres inteiras e ativas de todas as idades, cores e formas. Mulheres que interagem e abraçam a vida como der, puder e vier.
Sempre desejadas!








Lapa de todos os sambas


O Centro Cultural do Banco do Brasil realiza no Teatro II, a partir do dia 1º de fevereiro de 2011, LAPA DE TODOS OS SAMBAS, projeto musical que reunirá – de fevereiro a junho - três gerações de bambas para comemorar a revitalização do bairro, reduto do samba e um dos mais badalados points da cidade. Para a realização da série de 16 espetáculos seu criador, Leonardo Conde, convidou desde os grandes mestres Elton Medeiros e Delcio Carvalho, passando por Eduardo Galotti - um dos precursores do movimento de revitalização do samba na Lapa-, o Sururu na Roda, o grupo Casuarina até as jovens cantoras Elisa Addor e Roberta Nistra. No CCBB, Rua Primeiro de Março, 66, 2º andar (3808-2020). Ingressos a R$ 6,00 e R$ 3,00, meia.

"A ideia de fazer esta série musical”, explica Leonardo Conde “surgiu quando vi a transformação de um bairro, que estava esquecido e abandonado, por um grupo de músicos, que criou um movimento mágico, de revalorização do samba, revitalizando a Lapa. O bairro que viveu a época de ouro entre os anos 30 e 50, quando acolhia e inspirava renomados artistas voltou a brilhar, refletindo a luz do samba por todo o Brasil.”

O show de estreia de LAPA DE TODOS OS SAMBAS será no dia 1º de fevereiro, às 12h30 e às 19h, com o grupo Anjos da Lua e participação especial do cantor e percussionista Pedro Miranda, expoente da nova geração. O pesquisador e jornalista José Antonio Nonato vai participar do bate papo de abertura ao lado de João Pimentel e Eduardo Gallotti.

O repertório vai percorrer a linha do tempo, voltando à Lapa do final dos anos 90, quando tudo começou, nas rodas de samba lideradas por Eduardo Gallotti (Diretor Musical da série). Foram programadas homenagens especiais a Ismael Silva e a Pedro Caetano (autor dos sucessos “ É com esse que vou”, Botões das Laranjeiras”, “ Aonde estão os tamborins”) que estaria completando 100 anos este ano.

A segunda geração dos bambas que se apresentam no projeto vem representada pelos grupos Casuarina, Sururu na Roda e Batuque de Cozinha com a participação de Delcio Carvalho, responsáveis pela consolidação do movimento da revalorização do samba na Lapa.

Encerrando o projeto musical, os jovens sambistas que começaram e vem fazendo sucesso nas casas de show do bairro como Elisa Addor, Makley Matos, Edu Krieger e Roberta Nistra. Estes novos talentos continuam o resgate das obras dos grandes mestres do samba dando nova roupagem as composições que estão sendo gravadas em CDs e DVDs.

As apresentações da série LAPA DE TODOS OS SAMBAS trazem um repertório que vai também vai celebrar os baluartes do samba que tiveram a sua trajetória ligada ao bairro como Ismael Silva, Wilson Batista, Noel Rosa, Geraldo Pereira , Nelson Cavaquinho, entre outros . O projeto fará uma outra homenagem especial a Elton Medeiros, que vai se apresentar e mostrar suas memoráveis composições consideradas definitivas na MPB, algumas delas em parcerias com Paulinho da Viola, Zé Kéti, Paulo César Pinheiro,cultuadas por todas as gerações da Lapa.

Todos os espetáculos serão apresentados pelo jornalista João Pimentel que vai contar a história da vida musical do bairro e bater papo com convidados, músicos e o público. Para ilustrar a conversa será exibida também uma seleção de imagens do fotógrafo Bruno de Araujo, com registros dos bares e casas de shows, levando o público a um passeio mágico pelo “berço do samba”.

PROGRAMAÇÃO:

Sempre às terças-feiras em dois horários: às 12h30m e 19h.

FEVEREIRO

Dia 1/2- Anjos da Lua, com participação especial de Pedro Miranda

MARÇO

Dia 1/3 - Casuarina

ABRIL

Dia 5/4 – Sururu na Roda

Dia 19/4 – Batuque de Cozinha, com participação especial Delcio Carvalho

MAIO

Dia 3/5 – Toque de Arte

Dia 17/5 – Elton Medeiros

JUNHO

Dia 7/6 - Elisa Addor, Makley Matos e Cana de Litro

Dia 21/6 - Roberta Nistra e Edu Krieger

FICHA TÉCNICA:

Concepção e direção- Leonardo Conde

Direção musical- Eduardo Gallotti

Coordenação de entrevistas- João Pimentel

Produção- Stella Lima

Fotografia- Bruno Araujo

Programação visual- Iuri Brandão

SERVIÇO:

LAPA DE TODOS OS SAMBAS – Série 16 shows musicais com: Elton Medeiros, Anjos da Lua com participação especial de Pedro Miranda, grupos Casuarina, Sururu na Roda, Toque de Arte, Batuque de Cozinha com Delcio Carvalho, os intérpretes Elisa Addor, Makley Matos, Cana de Litro, Roberta Nistra e Edu Krieger.

Criação: Leonardo Conde

Direção musical: Eduardo Galotti

Apresentação: João Pimentel

Centro Cultural Banco do Brasil, Teatro II

Local: Rua Primeiro de Março, 66 – Centro

Data: de 1º de fevereiro a 21 de junho de 2011
Horário: terças-feiras, às 12h30 e às 19h

Bilheteria/Informações: de terça a domingo, de 9h às 21h

Telefone: (21)3808-2020

Ingressos: R$ 6 (inteira) | R$ 3 (estudantes, professores, funcionários e correntistas do Banco do Brasil e maiores de 60 anos)

Metrô: Uruguaiana

Facilidades para deficientes

www.bb.com.br

Novo CD da cantora Tania Malheiros

Comentário da jornalista Diana Aragão sobre novo CD “Deixa eu me benzer” com sambas de categoria

"A cantora Tania Malheiros lançou seu primeiro disco, muito bom,
escorada por produção de primeira linha, grandes autores e um padrinho que também é craque: Gilson Peranzzetta. Assinando a produção do CD,além de tocar seu piano, deu o maior aval para a cantora que soube escolher um repertório também de primeira linha reunindo nomes como Wilson Moreira, Noca da Portela, Roberto Martins além do próprio Peranzzetta em parceria com Paulo Cesar Pinheiro.

Em suas 14 faixas, Tania Malheiros desfila sambas, além dos já citados, de Adilson Gavião e Sereno, Tuninho Galante e Marceu Vieira no muito bom “Palavras de cal”, seguido por “Jardineiro da terra”, de Derley com destaque para o solo de trombone de Fabiano Segaloti.

É, enfim, disco muito bom que deixaria seu pai, o cavaquinista Mucio de Sá Malheiros, orgulhoso da menina que cantava com ele ainda pequena nos saraus caseiros."

DEIXA EU ME BENZER ESTÁ à VENDA NA REDE da LIVRARIA DA TRAVESSA

CENTRO: Rua Sete de Setembro, 54 (3231.8015)
Travessa do Ouvidor, 17 (2505-0400)
Av. Rio Branco, 44 (2519.9000)
IPANEMA: Rua Visconde de Pirajá, 572 –A, (3205.9002)
LEBLON: Shopping Leblon,2º piso –lj 205 A (3138.9600)
BARRA: Barra Shopping, nível Américas , ljs 220 –a (2430.8100)
LIVRARIA FOLHAS SECAS:- Rua do Ouvidor,37, Centro
SINDICATO DOS MÚSICOS: Rua Álvaro Alvin, 24/405 – Cinelândia – Centro – RJ - Tel. 2532-1219/ e-mail: sindmusi@sindmusi.org.br

Lavando o Ano Velho

Maluquice de holandês: um mergulho em águas geladas no dia 1 de janeiro para lavar as más vibrações do ano velho. E não vão tiritando de frio não, gente! Mergulham com muita alegria num mar gelado. Esse ano todos os recordes foram batidos: mais de 28 mil pessoas mergulharam em praias, canais e lagos em mais de uma centena de pontos no país.

O maior evento acontece em Scheveningen (próximo a Haia) e é patrocinado pela empresa Unox, que fabrica sopas e salsichas. A empresa distribui gorros e sopa gratuitamente e contrata fotógrafos para descobrir “a garota Unox” de cada ano. Em 2009 foi a adolescente (17) Luca-Prins, que se tornou famosa da noite para o dia – mas dispensou a carreira de modelo de sopas e salsichas. Esse ano a favorita do fotografo foi Marlou Bakker, também de 17 anos. Mas, diferentemente de Luca, Marlou não e' vegetariana e adora sopa de ervilhas com salsicha defumada. O evento de Scheveningen contou com 8.600 participantes.

Garota Unox 2009/2010: Luca-Prins. Foto: Martijn Mooi.

A tradição de mergulhar em águas geladas não é antiga, começou em 1920 em Vancouver, no Canadá. Na Holanda, surgiu em 1960, e é patrocinada pela Unox desde 1987. No Canadá cerca de duas mil pessoas ainda participam do evento até hoje, e na Holanda estima-se quase trinta mil.
A popularidade do evento vem intrigando a cada ano antropólogos e estudiosos de cultura popular. A conclusão dos académicos é que os holandeses ao mergulharem com milhares de desconhecidos sentem-se como um só corpo, uma só nação. Assim, o mergulho coletivo oferece uma ideia de enfrentamento das adversidades de peito aberto, e lavagem do antigo – num ritual de renovação. No meio de um dia frio e escuro de inverno, diversão é criada com luzes, musica e comida. O mergulho serve como um símbolo e imagem do povo holandês, que se consideram "tenazes", "esportivos", "corajosos".
Diversas embaixadas holandesas ao redor do mundo organizam também esse mergulho. Alguns estrangeiros entrevistados pela imprensa holandesa declararam achar o mergulho de ano novo “peculiar”, “histérico” e “fora da realidade”. Os participantes consideram tal mergulho "delicioso", "necessario" e um "começo fresco do ano novo".


Garota Unox 2010/2010: Marlou Bakker. Foto: Harold Versteeg

Boa dica: restaurante com acessebilidade


Há seis anos a Lei de Acessibilidade foi regulamentada no Brasil. Mas, desde então, poucos estabelecimentos comerciais fizeram modificações significativas para receber clientes. O Salitre é uma exceção. As sócias do restaurante, que abriu as portas em dezembro de 2010 em Ipanema, Carla Noronha e Simone Rau investiram para garantir liberdade aos portadores de deficiências.

A produção da versão em braile do cardápio contou com o apoio do Instituto Benjamin Constant e custou cinco vezes mais caro do que o menu convencional. Já o elevador instalado na entrada da casa teve custo aproximado de R$ 25 mil. “Fizemos questão de investir nessas ações, pois queremos receber clientes sem qualquer preconceito”, conta Simone Rau.

Ainda não testamos, mas quem assegura: além de politicamente correto, o restaurante tem ótima comida. Fica na Barão da Torre, 632, tel. 2540-5719 e 2540-5723.

Felizes Festas



Esse vídeo da Mariah é antigo e cafona. Mas esse é um dos hits obrigatórios nas rádios européias ha muitos anos. A letra é romântica sem ser melosa, e muito animada ! Na minha última aula de zumba essa semana a professora de dança nos mostrou uma coreografia para essa letra. E a música toca em toda parte; bares, rinques de patinação, lojas...


Eu não quero muito pro Natal
Só tem uma coisa que eu preciso
Eu não ligo para os presentes
Embaixo da árvore de Natal
Eu quero você só pra mim
Mais do que você possa imaginar
Realize meu desejo
Tudo que eu quero do Natal e'...
Você !

Um feliz Natal a todos os leitores do Inteirativa !

Plurale em revista/ Edição 20/ O futuro é hoje/ Especial sobre Carros Híbridos e Elétricos


Sônia Araripe e Carlos Franco, Editores de Plurale

Clique aqui e leia a versão digitalizada de Plurale em revista, Edição 20, que já está sendo vendida em bancas

Não são só os filmes de ficção científica que mostram inovações capazes de deixar qualquer um de boca aberta. O futuro já chegou. Hoje, nas ruas é possível encontrar carros que são carregados em potentes bases elétricas ou os híbridos, que combinam motores a combustão e eletricidade.

Este admirável mundo é apresentado nesta Edição 20, em Especial produzido pelo especialista Cláudio Accioli, jornalista aficcionado por máquinas potentes, capazes de fazer corações baterem mais forte e agora, também, garantirem um planeta com menos emissões. Cláudio esteve no Salão do Automóvel, em São Paulo, onde desbravou para nossos leitores o que há de mais avançado em termos de tecnologia automobilística. Apaixonado que é por este universo, foi também ouvir especialistas e lembrou a história de um pioneiro à frente de seu tempo, o empresário João Augusto Conrado do Amaral Gurgel, pioneiro em carros elétricos. Alguns, de tão resistentes, ainda estão circulando nas ruas.


Os colunistas de Plurale apresentam diferentes visões da Sustentabilidade. Nesta edição temos artigos de graduados especialistas no tema: Israel Klabin, presidente da Fundação para o Desenvolvimento Sustentável; Regina Migliori, consultora em Cultura da Paz da UNESCO e os consultores Heloisa Garcia e Ernesto Cavasin Neto, especialistas em Mudanças Climáticas da consultoria Pricewaterhousecoopers.


O sempre ativo Sérgio Lutz foi munido de lentes e bloco com o objetivo firme de relatar o deslumbramento da Serra do Tombador, em Goiás. Ele apresenta um Cerrado absolutamente surpreendente e belo, para quem imagina um cenário monótono. E apresenta projeto desenvolvido com apoio da Fundação O Boticário para a Natureza, que completa agora 20 anos. Nícia Ribas esteve em seminário de nível internacional sobre letramento e apresenta as últimas novidades em termos de Educação. O destino de Cristiane Rodrigues foi outro: os vinhedos do Rio Grande do Sul, onde garimpou uma reportagem genial mostrando que é possível sim produzir vinhos de ótima qualidade, livres de agrotóxicos.


Da Argentina, a correspondente Aline Gatto Boueri mostra o valor incalculável das geleiras bem ao sul do planeta, que, infelizmente, estão derretendo. De Brasília, bem próximo do centro nervoso do poder, Romildo Guerrante conferiu o projeto Minhocasa.


E tem muito mais: as últimas notícias da COP16; os 30 anos do Projeto Tamar; o empreendedorismo dos jovens e pesquisas sobre sustentabilidade. Esperamos que apreciem a leitura.

Léo e Bia

Por Isabel Capaverde, de Plurale em site

O artista é daqueles que desperta paixão e desprezo na mesma intensidade. Ou seja, existe uma legião de fãs que o segue desde o final dos anos 70 quando foi descoberto pelo Brasil cantando Bandolins num festival de música da extinta TV Tupi. E uma outra facção que o despreza e a toda a sua produção de músicas, peças teatrais, trilhas sonoras, enfim, sua arte que tem um clima adolescente, por falar de sonhos, amores, liberdade, tudo com um toque meio hippie, meio “bicho grilo”. Mas gostando ou não, Oswaldo Montenegro é um artista que merece todo respeito por ter feito uma carreira que completa 30 anos num esquema que se poderia chamar de “off mídia”.

Isso num tempo em que ainda não existiam todas as alternativas virtuais (as chamadas mídias sociais) que hoje são capazes de fazer conhecido alguém que não tenha estado na tela da TV Globo, seja atuando, participando dereality show ou fazendo parte de trilha de novela. Pois esse cara chega agora ao cinema, no papel de diretor e roteirista. Oswaldo levou para a telona sua bem sucedida peça Léo e Bia, musical que como Dança dos Signos bateu recordes de bilheteria nos anos 80, rodando pelos palcos de todo Brasil e ficando anos em cartaz.

Para os que tem menos de 40 (e poucos...) e não viverem o boom de Oswaldo Montenegro vamos a sinopse de Léo e Bia: o cenário é Brasilia, em 1973, no auge da ditadura militar. Sete amigos, jovens como a cidade em que moram, sonham viver de teatro. Liderado pelo diretor Léo (o alter ego de Oswaldo Montenegro), o grupo leva adiante os ensaios de uma peça que tece comparações entre Jesus Cristo e o cangaceiro Lampião. Em paralelo a repressão política, a mãe de uma das jovens adoece. E em sua desvairada obsessão pela filha Bia, oprime a jovem cruelmente. Somada à atmosfera opressora, a aridez cultural de Brasília. A turma do Distrito Federal sonha por romper com esta cotidiana asfixia.

Ao levar a história para o cinema, Oswaldo não se limitou a filmar a peça, o que seria fácil para o autor e certamente chato para o espectador. Ele criou um jeito diferente de contar a mesma história. Usou recursos do teatro como utilizar sempre o mesmo cenário, o galpão de ensaio de uma companhia teatral e elementos como a cama de gato ou o empilhamento de cadeiras e caixotes dando um clima opressivo e dramático. Mas fez a protagonista (que na verdade não é a Bia do título e sim Marina, a grande amiga de Léo) vivida pela atriz Paloma Duarte – que na vida real foi casada com Oswaldo até pouco tempo – falar com o espectador em determinados momentos.

A trilha ora é cantada e tocada por músicos que fazem parte daquele grupo de teatro do Léo e da Bia, ora surgem de pano de fundo das cenas nas vozes de feras como Ney Matogrosso e Zélia Duncan. O elenco, que como já foi dito é encabeçado por Paloma Duarte que também é co-produtora do filme, tem caras jovens e conhecidas como Fernanda Nobre (anos em “Malhação” e hoje integra o elenco da TV Record), Vitória Frate (a Júlia de “Caminhos das Índias”, da TV Globo), Emílio Dantas (trabalha há muitos anos com Oswaldo Montenegro), Pedro Nercessian (também surgiu na “Malhação”, da TV Globo), Pedro Caetano (integrou o elenco da Record) e Ivan Mendes. Quem rouba a cena a cada vez que aparece é Françoise Fourton, numa participação muito especial.

O que chama atenção além das músicas que nos 80 viraram hits (muitas, confesso, sei de cor) é a quantidade de frases inteligentes, algumas delas antológicas e que representam bem o tempo retratado. O pior é que muitas citações ou letras de músicas ainda estão atuais. Vide a canção dedicada aos professores que fala dos baixos salários. Realidade em 1973 e 2010. Léo e Bia pode ser visto tanto como uma viagem no túnel do tempo como numa história de conflitos, dúvidas e sonhos da juventude, algo absolutamente atemporal. No fundo, muda só a embalagem (cabelos, roupas, gírias, hábitos), porque a essência é a mesma.

DOE PALAVRAS

O Hospital Mário Penna em Belo Horizonte, que cuida de doentes de câncer, lançou um projeto que se chama "DOE PALAVRAS". Fácil, rápido e todos podem doar um pouquinho.

Você acessa o site http://www.doepalavras.com.br , escreve uma mensagem de otimismo, curta (como twitter) e ela aparece no telão para os pacientes que estão fazendo o tratamento,  na sala de quimioterapia.

Podemos ajudar milhões de pessoas com nossas mensagens. Essa ajuda acontece de muitas formas: apoio, reconforto, distração (ocupam o tempo que ali passam recebendo a quimio), reprogramação mental, otimismo, e muitas outras, algumas bem subliminar, mas muito efetiva. Dizem que é linda a reação de esperança e a fé dos pacientes.

Participem, não apenas hoje mas, todos os dias.

Amigos do peito












Mostramos aqui como foi o lançamento do livro "Cadê seu peito, mamãe", da querida Ivna Chedier Maluly , através de fotos bem fresquinhas. Foi numa tarde linda na Livraria do Museu da República. O pequeno Elias estava lá: a mãe fez um carimbo prá ele não cansar. Eram tantos amigos que foram abraçar Ivna, o maridão francês super simpático, Elias e a família.
Postamos aqui apenas algumas p/ dar uma ideia da tarde alegre.

Novo documentário da Carioca Filmes - “Mulatas- um tufão nos quadris”

Por Claudia Ebert

Ainda não chegou o Natal, mas já tem gente esquentando os tamborins. E eu estou nessa galera, graças a Deus! Fiz assistência de direção do documentário “Mulatas- um tufão nos quadris” da produtora Carioca Filmes. O roteiro é do Aydano André Motta e a direção do Walmor Pamplona. As gravações foram muitos divertidas e emocionantes. Vocês vão ver o resultado na tela grande neste carnaval. Aqui vai um esquenta. Uma entrevista rápida com o diretor do documentário.

1- Por que Mulatas?

O Carnaval é um assunto cinematográfico pouco explorado. Como em qualquer universo criativo, tem personagens interessantes, cujas experiências de vida têm força universal. As mulatas hoje são protagonistas do Carnaval. E claramente vivem um grande conflito existencial entre a euforia do Carnaval e a dureza da vida pobre e violenta.

2- Você é do mundo do samba?

Não sou do mundo do samba, mas conto com um roteirista que é jornalista especialista em Carnaval por 24 anos, o Aydano André Motta. Interesse pelo mundo do samba existe e o Aydano ajudou muito nesta investigação. Outras virão!

3- O que esperava encontrar nessas entrevistas? O que encontrou?

Emoção, sobretudo. Alegria, tristeza, paixão e dor. Encontrei tudo isso com uma força impressionante.

4 - Qual a sua predileta? Por que?

O filme mostra o lado mais forte de todas. Toda a "ala" é impressionante!

5 - Vê se reconhece esta: - Como você explicaria para um ET o que é uma mulata?

Não perca o filme "Mulatas! Um tufão nos quadris" !!!!

Paul, Hair, Aquário, maluco beleza e bicho-grilo


Sônia Araripe

Perdemos os dois shows ao vivo do Paul McCartney. Nós e meio Brasil, vamos combinar. Os ingressos se esgotaram num suspiro e a vontade de conferir de perto o único sobrevivente que ainda se apresenta do grupo dos besouros ficou prá depois.

Teve um arremedo de ao vivo na Globo, na verdade, edição pura e confusa. Mas deu prá sentir que foi bacana, foi legal, certinho, mas não foi esta coca-cola toda.

Felizmente tivemos nosso prêmio de consolação, digamos assim. Fomos assistir Hair no Teatro Oi Casa Grande, no Leblon. Já contei antes: o Rio tem mesmo sorte por contar com uma safra tão firme e consistente de musicais.

São vários nos últimos tempos. Sem falar os balés e espetáculos de música clássica.

Mas vamos nos concentrar no Hair. Ao contrário das sessões que enchem de senhorinhas eufóricas na melho idade, desta vez o que se viu foram os mais jovens e a turma que está chegando ao "enta": entre os quarenta e cinquentas. Nesta faixa. Claro, tinham também os mais experientes e os mais jovens - nós estávamos com dois legítimos representantes do público adolescente - mas é um espetáculo prá quem ouviu falar dos hippies, acompanhou um irmão mais velho, um tio, um pai mais cuca fresca.

Jesus! Tem expressão que denuncie mais a idade do que "cuca fresca"? E "patota"? Ou podemos também citar "broto", "bicho-grilo" e "peixinho de aquário". É, num tem jeito, Hair corre nesta faixa.

E têm também os malucos beleza. O elenco do musical só ouviu falar de tudo isso, claro. Todos jovens, bem jovens, na faixa ainda dos vinte, por aí. Lindos, lindas. Fortes, magrinhos, cabeludos de verdade, cabeludos de mentirinha.

Dançam muito, alguns cantam muito bem, outros ainda precisam ter mais aulas para reforçar o timbre. É o caso da mocinha principal, ativista, de cachos angelicais. Bem itencionada, fofa, mas não acerta o tom. Em compensação, os outros personagens principais dão um show. Mesmo. Do início ao fim.

O jovem que interpreta Berg, o líder do grupo ou família, ou patota, vai, porque não, é um verdadeiro monumento. Colosso, Deus. Quem senta na primeira fila pode ver bem de perto. Também o outro líder, chamado Claude. Dá vontade de adotar e levar prá casa.

O figurino - trocado várias vezes - é deslumbrante e me fez lembrar a minha irmã e suas amigas saindo prás baladas da época. Eram como mesmo? Hi fi? Não, isso era na minha época. Eram... sei lá. Num vem ao caso. A iluminação é determinante e a banda ao vivo é de fazer o coração bater mais forte.

Algumas traduções das músicas soam um tanto estranhas aos ouvidos tão acostumados com as originais. Mas tudo bem. Tudo pela arte. Estão todas lá: Aquário, Let`s the sunshine in ... e por aí seguem. Lindas.

As senhorinhas, principalmente as que não tem cuca-fresca, ficam ruborizadas sim com o nu frontal no término do primeiro ato. Mas Maria Lúcia, suas amigas e toda sorte de jovens em qualquer idade entendem que é parte do show, é parte do show. O que é bonito é prá se apreciar, num é isso? O teatro fica mudo, mas quem cala consente. Todos aplaudem. E o segundo ato volta com mais ritmo, mais intenso. Overdose total.

Vale mesmo assistir. Fica em cartaz ainda por alguns fins de semana. Não é recomendado para quem não tiver um quê de maluco beleza. Neste caso, o melhor é esperar a reedição de Noviça Rebelde.

O Abraço do Cristo Redentor

O Cristo Redentor "fechou" os braços, num abraço simbólico ao Rio de Janeiro, na noite da última terça-feira.
O efeito - uma ilusão de ótica provocada por projeção de luzes e imagens - faz parte da campanha "Carinho de Verdade", de combate à violência e exploração sexual de crianças.
Para simular o abraço, o cineasta Fernando Salis usou oito projetores, que cobriram a estátua com imagens do Rio, como sobrevoos de asa-delta, as florestas e até mesmo o trânsito.
Ao som de Bachianas Brasileiras n.º 7, de Villa Lobos, e com animação em 3D, a estátua parece fechar os braços.


Espaço das Leitoras

Hoje publicaremos o depoimento de Regina Bui, uma de nossas leitoras e seguidoras mais antigas e assíduas. Sempre nos acompanhando e comentando nosso posts. Foi assim que começou uma amizade virtual.

Só falta mesmo provar seus quitutes, que pelas fotos publicadas em seu blog Um Divã na Cozinha, devem ser uma delícia.

"Cozinha, uma paixão"

Sempre gostei da alquimia gastronômica. Apesar de ter dado trabalho aos meus pais quando pequena porque não colocava nada na boca na hora das refeições, lembro-me de ter apreciado meu avô por várias vezes cozinhando nas datas festivas. Ele era maitre e sabia de tudo e mais um pouco do ofício da cozinha profissional. Mas nessa época eu nem imaginava que um dia seguiria este caminho.

Quando prestei vestibular, ainda sem a certeza do que queria, optei por Comunicação Social. Logo deixei de lado a idéia de me tornar publicitária e fui bater na porta de alguns restaurantes de São Paulo para pedir estágio.

Precisava saber o que estava acontecendo no mercado da gastronomia, quais eram as técnicas, o que acontecia nos bastidores, se a idéia de virar cozinheira, que martelava minha cabeça incessantemente, era viável ou apenas maluquice, herança do avô careca.

Quando coloquei meus pés na cozinha do Sergio Arno entendi o mundo de maneira melhor. Daquele momento em diante não parei de respirar outra coisa senão gastronomia.

E foram muitos os chefs generosos que abriram suas portas para meu longo percurso, até começar a andar com minhas próprias pernas.

Para encurtar um pouco toda história, hoje trabalho com personal chef, faço jantares particulares com cardápio exclusivo e dou aulas em espaços gourmets.

Estou agora fazendo curso de Hotelaria na PUCC de Campinas, em busca de mais conhecimento e pensando também em outras portas abertas.

Contato: Regina Bui - Chef de cozinha

reginatbui@gmail.com

Plurale: Promoção de livros e revistas


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Dois espetáculos maravilhosos



O Rio de Janeiro voltou a fervilhar, a ser a boa e velha "capital" da cultura. Basta citar os recentes espetáculos em cartaz.

Alguém poderá lembrar, é verdade, que Sir. Paul McCartney só tocará com sua banda em São Paulo. Mas vamos ficar com os bons exemplos recentes no balneário carioca.

Citamos Baryshnikov, alguns posts aqui abaixo. Lindoooo!

Agora tivemos o Momix, com Botanica, by Moses Pendleton. Assistimos no último sábado. Faltam até adjetivos. Incrível, deslumbrante, inesquecível. O som eletrônico ali no novo Theatro Municipal ainda deixa a desejar - ninguém se iluda - mas é um detalhe que sempre pode ser melhorado.

A companhia de dança já tinha se apresentado há alguns anos no Brasil, em uma turnê que também tivemos o privilégio de assistir. No mesmo Municipal. Mas o espetáculo Botanica é todo peculiar. O que dizer das mãos que parecem vagalumes, ou dos unicórnios dançantes e guerreiros? Sem falar nas flores, folhas, animais da floresta nas quatro estações.

Paulo Barros, o carnavalesco campeão, certamente não perdeu o show. Dali é possível tirar várias inspirações. Os adereços fazem toda a diferença. O que dizer da mega "gaiola" (no alto) que é vestida como um grande chapéu ou um abajur e voa no ar como se fosse uma pluma? A bailarina não para de rodopiar. Incrível mesmo.

Um dia depois, fomos conferir Cats, no Viva Rio. Elenco brasileiríssimo (foto acima), peça original com músicas adaptadas pelo grande Toquinho, cenário e figurinos super criativos deixam o público inebriado. A voz da cantora Paula Lima, de Ídolos, chama a atenção, na música tema, Melody. E por aí vai. um programa para todas as idades. A criançada adora e os avós curtem também. Nem deixa saudades do original assistido há cerca de 25 anos na estreia pessoal na Broadway.


Na saída, mais uma confirmação que a capital está mesmo "in". Os atores mirins de Crepúsculo filmavam no Mam, tendo a Baía de Guanabara ao fundo.

O Rio tá com tudo e tá prosa!

p.s. Estaremos tb no Hair, em cartaz no Oi Casa Grande. Em breve contamos como foi. O público parece que está amando a montagem da dupla genial Cláudio Botelho e Charles Müller.

Perfume de grife recarregável


Esta é boa. Perfume de grife com frascos recicláveis.

Um novo design da fragrância Flowerbykenzo, com novos frascos recarregáveis que constituem uma mudança significativa que confirma o compromisso da marca Kenzo com a preservação do nosso planeta.

Como se protege uma flor? Usando o mesmo frasco indefinidamente. Sem ser alterado o design, o vaporizador pode agora ser desenroscado do frasco. A Kenzo desenvolveu um novo modelo de consumo em torno dos produtos recarregáveis, assegurando assim uma diminuição do impacto sobre o planeta.

As mudanças beneficiam a todos: o planeta e o consumidor. Para a recarga individual foi desenvolvido refil de 50 ml. A proposta serve também para reduzir o consumo de energia e a emissão de gases poluentes.

Refil FlowerbyKenzoFoi desenvolvido para ser leve e minimalista, mantendo sua real função, de guardar o perfume necessário para preencher o frasco. Com isso seu peso é reduzido em 52% comparado ao frasco tradicional, diminuindo assim consumo de recursos e emissão de gases.

Benefícios AmbientaisPerfumes recarregáveis reduzem o consumo de energia em 68%, de matéria-prima em 69% e a emissão de gases nocivos em 66%.

O refil de 50 ml vai custar o mesmo preço dos frascos tradicionais de FlowerbyKenzo 30 ml.

A leveza da sustentabilidade de Mikhail Baryshnikov


O tempo costuma ser cruel com os bailarinos. Principalmente com as bailarinas.

Os artistas ainda conseguem perecer por mais algum tempo do que suas parceiras no palco. Rudolf Nureyev resistiu. Outros tantos também. Mas poucos, praticamente nenhum, com a aura e a leveza de Mikhail Baryshinikov.

Aos 63 anos (!), ele esbanja uma jovialidade que muitos com a metade da idade não conseguem mais envergar.

Quando entrou ontem de noite no palco do Theatro Municipal do Rio de Janeiro para a segunda - e última - apresentação da turnê "Três solos e um dueto", parecia ter o frescor de alguém recém-saído de uma caminhada em Ipanema.

Charmoso, envergando um terno moderno, dançou sozinho ao som de "Valse-Fantasie". Esquentou o público que lotou a sala, agora totalmente reformada, ainda mais linda e histórica, um espetáculo à parte.

Quando sua partner no espetáculo, a espanhola Ana Laguna, entrou no palco para "Solo for two", já era de se esperar o resultado. A plateia delirou.

O encerramento do segundo alto foi "Years later", com Baryshnikov dançando com ele mesmo. Ainda jovem, na então URSS (nasceu em Riga, Letônia e deixou a Rússia em 1974, sendo recebido de braços abertos pela cosmopolita New York). Em um fantástico jogo de luzes e sombras, o bailarino tenta dar uma volta no tempo, aparentendo estar ainda mais jovial e leve do que naquela época das malhas pretas e sisudas dos 18 anos.

No intervalo é possível encontrar vips globais na plateia: parecia encontro do elenco de Passione. Mariana Ximenes, Cauã Reymond e sua Grazi Mazzafera, Maitê Proença, Carolina Dieckman, etc. Também Marília Pera e Camila Pitanga.

Volta o segundo ato e o astro parece estar ainda mais revigorado. Sentados perto do palco é possível sentir sua respiração, sua alegria e tristeza. Em "Place", os dois bailarinos parecem discutir a relação, tendo com cenário apenas um tapete e uma simples mesa. Genial, estupendo!

Os dois parecem ora valsar, ora discutir, ora morrer. Ana não deixa sua passagem ser apenas um arremedo perto de tamanho ícone. Tem expressividade e uma presença de palco incríveis.

O espetáculo acaba em cerca de 1h40 com gosto de quero mais. Baryshnikov e Laguna são aplaudidos de pé por longos minutos. Ninguém quer arredar o pé. As cortinas se fechame e aí fica o gosto de ter participado de um belo drible no tempo.

Ou alguém duvida que há algo mais fantástico do que um drible no tempo?

A turnê continua esta semana por Brasília (dia 4 nov) e segue para Lima, Peru (dias 8 e 9 nov), para se encerrar em Manaus, no belíssimo Teatro Amazonas, nos dias 14 e 15.