Sempre desejadas!
Poema de Camões...
O Vestibular da Universidade da Bahia cobrou dos candidatos a
interpretação do seguinte trecho de poema de Camões:
'Amor é fogo que arde sem se ver,
é ferida que dói e não se sente,
é um contentamento descontente,
dor que desatina sem doer '.
Uma vestibulanda de 16 anos deu a sua interpretação :
'Ah, Camões!, se vivesses hoje em dia,
tomavas uns antipiréticos,
uns quantos analgésicos
e Prozac para a depressão.
Compravas um computador,
consultavas a Internet
e descobririas que essas dores que sentias,
esses calores que te abrasavam,
essas mudanças de humor repentinas,
esses desatinos sem nexo,
não eram feridas de amor,
mas somente falta de sexo !'
A Vestibulanda ganhou nota DEZ, pela originalidade, pela estruturação dos
versos, das rimas insinuantes e também, foi a primeira vez que, ao longo de
mais de 500 anos, alguém desconfiou que o problema de Camões era
apenas falta de mulher.
Desconfiem da unanimidade! Adeus Clodovil!

Colunista Nova no Inteirativa
Estarei dentro em breve apresentando nesse espaco o ponto de vista de uma estrangeira sobre as Oropa. E tambem comentando como vejo o que se passa no Brasil a partir da perspectiva de uma carioca que ja nao mora em Terras Brasilis ha mais de uma decada.
Tenho passaporte holandes, moro e trabalho na Randstad. Ja conheci/convivi com pessoas de diversas nacionalidades e preferencias gastronomicas, sexuais e religiosas. Meu conceito de "normalidade" se desdobrou. Tive que aprender diversos codigos de comunicacao e persuassao, muitas vezes sutis ou inexplicaveis pelos meios convencionais de aprendizado.
Se querem uma palhinha sobre os Paises Baixos deem um pulinho no meu blog "greetings from holland". E continuem visitando o Inteirativa que e' escrito por mulheres ligadissimas !
Ate a proxima !
P.S.: perdoem-me o portugues arcaico. Tenho que me inteirar sobre as novas regras de ortografia...
VOCÊ USA CAMISINHA MESMO?
Há alguns BBBs tem me chamado atenção o uso de camisinhas pelos participantes.
Tem camisinha disponível nos quartos? Tem. Ah é? Bacana, é a TV Globo cumprindo com a sua responsabilidade social, mostrando que estão atentos às campanhas preventivas, e no sentido mais amplo, fazendo a sua parte. E só.
Não há regras.
Até hoje, apenas alguns casais parece que chegaram as vias de fato.
Mas nesse BBB9 não ficou no "parece". Aconteceu mesmo com 2 casais e não quiseram esconder nada.
Mas peraí, transaram sem camisinha? É.
Gente, cadê a conscientização? Cadê o exemplo? As pessoas se conhecem há pouquíssimo tempo e já transam assim sem nenhuma preocupação com as consequências? É.
Tudo bem, fazem exames antes de entrar até de HIV. E daí?
Fico boba com a falta de cerimônia dessas pessoas em fazer o exame de sangue para saber se estão grávidas. Ninguém tá preocupada por demais. Se rolar, rolou?
Mais boba ainda de saber que é esse o perfil que o Boninho quer, um voyuerismo gratuito e pegação geral, sem compromisso com prevenção.
Por isso queria muito mesmo saber, quem usa camisinha realmente??
Parabéns mulheres...embora com atraso...
Minha indicação é um filme muito forte que marcou esse Dia Internacional da Mulher, "Anjos Rebeldes". Aborda a conquista do VOTO FEMININO, nos Estados Unidos, Filadélfia, nos idos de 1912. Na TV a cabo, Cinemax e Cinemax 2, dias 17, 24, 26 e 31/03.
Sinopse: Uma mulher e sua melhor amiga iniciam uma campanha para que as mulheres também possam votar nos Estados Unidos. Com Hilary Swank, Anjelica Huston, Frances O'Connor, Patrick Dempsey e Julia Ormond.
Ficha Técnica:
Título Original: Iron Jawed Angels
Gênero: Drama
A partir do sentimento que o filme despertou em mim, fui buscar as raízes da conquista do voto feminino no Brasil e achei um texto muito interessante que divido parte dele com vocês.
Ao contrário de outros países, o movimento pelo voto feminino partiu de um homem, o constituinte, médico e intelectual baiano César Zama, que, na sessão de 30 de setembro de 1890, durante os trabalhos de elaboração da primeira Constituição republicana, defendeu o sufrágio universal, a fim de que as mulheres pudessem participar efetivamente da vida política do país. No ano seguinte outro constituinte, Almeida Nogueira, defendeu a participação das mulheres como eleitoras. No mesmo raciocínio Lopes Trovão, ao se discutir a Declaração de Deveres, usou da palavra para defender com afinco essa causa, que para ele era como uma reparação que vinha tardiamente.
Mas os inimigos eram fortes e em maior número. Entre os que rejeitavam a idéia estavam Lauro Sodré e Barbosa Lima. Cabe citar que, no primeiro dia do ano de 1891, 31 constituintes assinaram uma emenda ao projeto de Constituição, de autoria de Saldanha Marinho, conferindo o voto à mulher brasileira. A pressão, porém, foi tão grande que Epitácio Pessoa (posteriormente Presidente da República, em 1919-1922), que havia subscrito a emenda, dez dias depois, retirou o seu apoio. Entre aqueles que foram signatários da emenda constitucional, estavam Nilo Peçanha, Érico Coelho, Índio do Brasil, César Zama, Lamounier Godofredo e Fonseca Hermes. O próprio Ruy Barbosa e o Barão Rio Branco se manifestaram em defesa da igualdade política dos sexos.
Beijos,
Para ouvir no fim de semana
Abaixo o vídeo de mais uma música sobre política e causas humanitárias.
A letra é linda e o show deve ter sido maravilhoso.
E como diz a Ana Cecília: EU ADORARIA ESTAR LÁ!!!
Beautiful Day
Ainda sobre a Glória
AS MULHERES DE GLÓRIA
Tudo bem, é novela. Mas ainda refletindo mais um pouco sobre as mulheres dessa história.
uma omissa
outra submissa
uma fora do padrão
outra peruérrima
uma mãezona
outra devassa
uma loucamente apaixonada
outra também
uma linda psicopata
outra tonta que dói
São tantos tipos, mas peraí, tem algum modelo bacana de mulher?? Quem? Só mesmo para refletirmos...
Aninha amiga
Eu até pensei o mesmo.
Mas é novelaaaaaaa e vida real junto acontece mesmo a mocinha da India é uma tonta
e a do Rio idem. Vendeu tuuuuuudo prá ir atrás do amado na India e agora vive atrás da Vera Fischer sem um tostão sempre chorando
posso?
No enredo - estou imaginando - os filhos das duas vão se amar loucamente pensando que são irmãos e não são
Aninha, novela! dá um desconto, vai?
de mundo real, coitada da Glória, a desgraça é muito mais séria.
bjs
Tô uma fera com a Glória Perez
Não me chamem de feminista, não é o caso.
Mas pra quê mostrar mulher burra dessa maneira?
Seja no Brasil, em São Paulo ou na Índia, em Delhi.
Como pode 2 mulheres esclarecidas, que fazem sexo com os ex-futuros maridos e não sabem que filho"pega"???
Procuram um ginecologista achando, meu deus, quem sabe, talvez, poderia ser um mau estar.
Isso tá mais que batido, tá chato, mas em novela não pode ter camisinha senão a novela não terá enredo, certo?
Pode até ser, mas peraí, Glória, chamar as mulheres de burra é demais.
A outra acha que o obstetra ia examinar o quê??
A outra enjoôu, desmaiou e espera o quê??
E ninguém grávida fica com os seios endurecidos e com o baixo ventre duro feito pedra? Todas assintomáticas?
Peralá, podem me chamar de intolerante e insensível... mas é o fim.
Oscar Araripe / Flores Recentes
Revolução em Pintura é pintar um novo jarro de flores.
A Pintura é uma arte extremamente difícil que se deve fazer com muita facilidade.
Pretensiosa pretensão. Desvairada arte. São apenas jarros de flores, de flores apenas.
Síntese: Fazer de tudo, de tudo fazer, para depois só flores pintar.
Prefiro os jarros que não são flores, as flores de arte e a arte que cria as flores. Nada mais justo, nada melhor que uma “natureza morta”, bem vivida e pintada.
Falasse eu de flores. Mas não. Falo de borboletas. As flores não valem nada. Farfalhas, papalotes, papillons, mariposas, butterflies, borboletas são farfalas, papalotes, papillons, mariposas, butterflies. Nada mais.
Olhai, amados senhores, estas novas toalhas de mesa. Vejam este vermelho de fogo, este dourado digno da tenda de Saladino. Este preto de pó preto, que mal vejo, e que é feito de osso cremado. Azul. Azul é obra do amarelo, grande senhor do Sol, o melhor amigo de meus ombros. Balas de Laranja. Lembrança, sabor. Infância, rosa-de-meninice. Frutas, flores nos quintais dos gozos repostos. Receber com flores. Nada melhor.
Nada maior.
Oscar Araripe / março de 2009
Plurale na Hora do Blush
Sônia Araripe
Quem ainda não conhece o fantástico programa de Isabel Saes e Luiza Sarmento, A Hora do Blush, na Paradiso FM, não sabe o que está perdendo!
Bem humorado, para cima, informativo, com serviço e muito humor. Genial! De segunda a sexta, das 17h às 19h, na 95,7 FM.
Nossa Bel Capaverde, divulgadora das boas, mandou alguns exemplares de Plurale para a dupla do barulho.
E elas amaaaaaaaram Plurale! Comentaram hoje, ao vivo, sobre nosso projeto.
Queridas, super obrigada! Também estamos aqui postando nosso apreço pelo programa de vocês.
Obrigada! bjs
Dia Internacional da Mulher
Mulheres
O mundo vive a crise.
Crise de especulação, crise de escala.
De escala de extração, de produção, de consumo e de exaustão.
Crise de desmandos, crise de poder, crise de conchavos, crise de poucos, que afeta a muitos.
Crise de bancos, de negócios, crise de educação, de saúde, de segurança e de atenção.
Atenção para as prioridades reais, para a vida, para a preservação da vida e para a salvação mundial.
Crise de modelo, crise de padrão, crise de medo e de servidão. Submissão induzida, imposta, pela força,
da grana, da guerra e da destruição.
Crise de gênero, crise de concentração, de falta de renovação e de pouco coração.
Crise calculada, planejada, urdida e implantada.
Para manter o poder, para mais ter, para não dividir, nem resolver.
Crise masculina, crise de virilidade, da força, da usurpação, sem renovação.
Crise velha, velhaca, de modelo antigo, ultrapassado, superado.
Crise que ameaça com o caos, com mais crise, mas que oferece a oportunidade.
Oportunidade de alternar, de mudar, de corrigir e retomar.
Retomar a esperança, a solidariedade, o coletivo e a razão.
Oportunidade de novas energias, idéias e criação.
Oportunidade de inovar, de tentar, de demolir e construir.
Novas relações, novos valores e padrões, mais interação e menos imposição.
Abandonar o velho, conscientes do que não serve mais.
Adotar o novo.
Ousar tentando e tentar ousando.
Construir um mundo melhor, com menos dor, com menos calor, com preservação e mais emoção.
Construir um mundo melhor
Construir um mundo Mulher
-Homenagem a todas as mulheres
As que já tiveram e as que ainda não tiveram a oportunidade de mostrar suas capacidades na alternatividade, na renovação e na mudança.
E na construção da esperança.
Danilo Cunha
http://www.danilocunha.blogspot.com/
Que Deus me perdoe, mas...
Não se faz mais Dom Hélder (foto) como antigamente!
O atual arcebispo de Olinda e Recife excomungou a mãe, os médicos e outros envolvidos no aborto amparado por lei sofrido por uma menina de 9 anos.
O padrasto estuprador deve ter pego pena de cinco Pai Nosso a dez Ave Maria.
MULHERES NA ESCOLTA

Patativa de Assaré

06/03/09
Sônia Araripe
O Brasil não conhece o Brasil, já diziam os poetas Aldir Blanc e Maurício Tapajós na linda música "Querelas do Brasil" eternizada na voz da genial Elis.
Sem dúvida! E artistas natos e fantásticos como Patativa do Assaré ficam meio esquecidos.... Faria agora 100 anos. O Globo Rural foi lá na cidade dele, Assaré,no agreste do Ceará, e gravou um especial lindo esta semana.
Pena que passa muito cedo e poucos viram. Dá prá puxar pela internet.
Para quem não conhece ou sente saudades, aí vai um dos poemas do mestre da literatura de cordel. Maria Lúcia, querida, este é para você, com carinho.
Aos Poetas Clássicos
Poetas niversitário,
Poetas de Cademia,
De rico vocabularo
Cheio de mitologia;
Se a gente canta o que pensa,
Eu quero pedir licença,
Pois mesmo sem português
Neste livrinho apresento
O prazê e o sofrimento
De um poeta camponês.
Eu nasci aqui no mato,
Vivi sempre a trabaiá,
Neste meu pobre recato,
Eu não pude estudá.
No verdô de minha idade,
Só tive a felicidade
De dá um pequeno insaio
In dois livro do iscritô,
O famoso professô
Filisberto de Carvaio.
No premêro livro havia
Belas figuras na capa,
E no começo se lia:
A pá — O dedo do Papa,
Papa, pia, dedo, dado,
Pua, o pote de melado,
Dá-me o dado, a fera é má
E tantas coisa bonita,
Qui o meu coração parpita
Quando eu pego a rescordá.
Foi os livro de valô
Mais maió que vi no mundo,
Apenas daquele autô
Li o premêro e o segundo;
Mas, porém, esta leitura,
Me tirô da treva escura,
Mostrando o caminho certo,
Bastante me protegeu;
Eu juro que Jesus deu
Sarvação a Filisberto.
Depois que os dois livro eu li,
Fiquei me sintindo bem,
E ôtras coisinha aprendi
Sem tê lição de ninguém.
Na minha pobre linguage,
A minha lira servage
Canto o que minha arma sente
E o meu coração incerra,
As coisa de minha terra
E a vida de minha gente.
Poeta niversitaro,
Poeta de cademia,
De rico vocabularo
Cheio de mitologia,
Tarvez este meu livrinho
Não vá recebê carinho,
Nem lugio e nem istima,
Mas garanto sê fié
E não istruí papé
Com poesia sem rima.
Cheio de rima e sintindo
Quero iscrevê meu volume,
Pra não ficá parecido
Com a fulô sem perfume;
A poesia sem rima,
Bastante me disanima
E alegria não me dá;
Não tem sabô a leitura,
Parece uma noite iscura
Sem istrela e sem luá.
Se um dotô me perguntá
Se o verso sem rima presta,
Calado eu não vou ficá,
A minha resposta é esta:
— Sem a rima, a poesia
Perde arguma simpatia
E uma parte do primô;
Não merece munta parma,
É como o corpo sem arma
E o coração sem amô.
Meu caro amigo poeta,
Qui faz poesia branca,
Não me chame de pateta
Por esta opinião franca.
Nasci entre a natureza,
Sempre adorando as beleza
Das obra do Criadô,
Uvindo o vento na serva
E vendo no campo a reva
Pintadinha de fulô.
Sou um caboco rocêro,
Sem letra e sem istrução;
O meu verso tem o chêro
Da poêra do sertão;
Vivo nesta solidade
Bem destante da cidade
Onde a ciença guverna.
Tudo meu é naturá,
Não sou capaz de gostá
Da poesia moderna.
Dêste jeito Deus me quis
E assim eu me sinto bem;
Me considero feliz
Sem nunca invejá quem tem
Profundo conhecimento.
Ou ligêro como o vento
Ou divagá como a lêsma,
Tudo sofre a mesma prova,
Vai batê na fria cova;
Esta vida é sempre a mesma.
Nova edição de Plurale

06/03/09
Amigos e Amigas
Já está circulando a nova edição de Plurale, número 10.
Quem quiser pode conferir também na versão digital. Uma novidade para democratizar e ampliar este debate essencial da Sustentabilidade.
Há várias matérias interessantes (ih, somos suspeitos para falar...) neste número.
O crescimento do mercado de produtos orgânicos é apresentado por Isabel Capaverde em reportagem completa, com belas fotos. Saiba mais também sobre a comida viva com Kashi, nossa guru de Visconde de Mauá. Nicia Ribas mostra o dedicado trabalho do Instituto da Criança, no Rio, dedicado a profissionalização de jovens. Já o jornalista Romildo Guerrante denuncia a ameaça a verdadeiro santuário de espécies - como garças e peixes - em linda região na Barra do Rio Pomba, próxima de Itaocara (RJ).
Confira ainda o emocionante perfil de Luiz Carlos da Costa, civil, funcionário dedicado da ONU que está trabalhando pela paz e reconstrução do Haiti junto a militares e ONGs como a Viva Rio. E aprecie a exuberância natural das bromélias clicadas pela pesquiadora Nara Vasconcellos, do Jardim Botânico do Rio de Janeiro.
Esta edição também marca a estreia dos colunistas fixos de Plurale, um seleto time de especialistas em Sustentabilidade que se revezam, no site e na revista, debatendo temas atuais. Neste número estão artigos de Antoninho Marmo Trevisan, Bernadete Almeida, Orlando Lima e Rufolf Höhn.
Vários outros artigos também estão disponíveis diariamente no caderno colunistas de Plurale em site.
amigaaaas isso é muito bom !
| O Globo - 06/03/2009 |
Dita sem carisma, ministra tem buscado movimento carismático Dilma, pré-candidata do PT à Presidência, na missa celebrada pelo Padre Marcelo Rossi: ela ganhou um terço e leu trechos do livro de Ester, do Antigo Testamento. O texto religioso lido pela ministra Dilma Rousseff na missa do padre Marcelo tinha uma coincidência com o período eleitoral. A pré-candidata do presidente Lula à sua sucessão é tida como uma pessoa seca, durona, sem carisma. O texto que ela leu, diante dos milhares de fiéis, dizia: |





