Dedicado às mulheres inteiras e ativas de todas as idades, cores e formas. Mulheres que interagem e abraçam a vida como der, puder e vier.
Sempre desejadas!








Entrevista com Dedina Bernardelli


Carioca, filha de italianos, começou no teatro com uma peça de Jorge Amado: Capitães de Areia. Na TV estreou na novela Transas e Caretas, trabalhou em Roque Santeiro, Sálomé, Paraíso Tropical, Malhação. Na Rádio Globo participou do programa diário “Amigas Invisíveis”.

Em 2003 recebeu um Kikito como melhor atriz com o curta metragem Jonas, de Allan Sieber.

No momento Dedina é protagonista de três filmes em cartaz e foi para Cannes com "No meu lugar". Já postamos o trailler do filme Adágio Sostenuto. O curta “Paixão” estreia agora em julho.

Inteirativa: Como foi passar pelo tapete vermelho de Cannes?

Dedina - Foi bem curioso, para não dizer engraçado. Aquilo é uma feira de vaidades e nossos egos acabam entrando em ebulição se não nos controlarmos. O que acontece em Cannes é que todos querem estar no tapete, na festa, na foto e acabam se relacionando muito pouco.Agora, existe uma coisa impressionante que é o mercado de filmes que acontece embaixo do "Palais". Ali é o mercado de compra e venda de filmes do mundo inteiro. Ali acontecem os negócios.

Inteirativa: Como o filme foi recebido lá?

Dedina - Foi super bem recebido, a sala estava lotada e todos aplaudiram de pé. Estávamos lá eu, Eduardo Valente, diretor de "No Meu Lugar" e o coroteirista Marco Dutra.

Inteirativa: Adágio Sostenuto é um filme que nos leva a uma grande reflexão, fazê-lo me pareceu requerer um trabalho imenso também, muita dedicação e deve ter sido muito difícil a filmagem porque você não contracena com ninguém. Como foi seu preparo e as filmagens?

Dedina - A preparação foi bem rigorosa. Pompeu, o diretor, tratou o roteiro como uma partitura, portanto devíamos fazer o texto caber nas frases musicais. Primeiro nos preocupamos com os tempos. Eu escutava as árias musicais e fazia o texto caber dentro delas. Deveria ser preciso, como uma pauta musical, como se minha voz fosse um instrumento. Depois numa segunda etapa começamos a buscar a naturalidade dentro dessa forma. Este processo de ensaio durou quase três meses. Como um ensaio de orquestra.

Inteirativa: Dedina, você acha que ainda há um certo preconceito terceiro mundista de alguns críticos em relação ao cinema nacional? Porque alguns destes críticos enaltecem algumas produções internacionais comerciais e detonam filmes brasileiros, genuinamente nacionais. Qual foi a sua reação diante de algumas críticas mais ácidas ao seu último filme?

Dedina - Eu considero importante a crítica, adoro ser criticada até porque antes de todos sou minha maior crítica. Acho importante entender como os outros veem o resultado de um processo que só quem participou consegue ter uma dimensão maior. Quanto ao Adágo achei curioso e fascinante, porque havia críticas terríveis e outras apaixonadas. Então considero isso um elogio. Obras complexas são assim, não devem agradar a todos até porque o objetivo não é agradar e sim buscar uma reflexão e discussão do tema. Acho que o Adágio Sostenuto de Pompeu Aguiar cumpre seu objetivo.Tem um roteiro requintado, belíssimo. Recebeu premio de melhor roteiro no festival de Los Angeles em 2008, recebemos também pelo meu trabalho premio de melhor atriz no festival de Sergipe em 2008. Digo recebemos porque considero que os prêmios são da equipe O resultado de meu trabalho depende do diretor, do roteirista, do fotógrafo, do maquiador, do assistente de direção, e por aí vai. Estamos todos juntos a serviço do filme.

Inteirativa: A fase de divulgação dos filmes também é de muito trabalho. Como faz para conciliar sua vida pessoal, cuidar das meninas, marido, gatos, casa em Araras e ainda viajar a trabalho?

Dedina - Acho que as coisas vão se ajeitando. Sou bastante dedicada a minha família, portanto quando preciso tempo para meu trabalho todos vão tendo que se adaptar. Não é fácil não, porque desligar completamente só consigo quando estou atuando, o resto do tempo fico administrando a família através do telefone. Talvez seja um tanto controladora, mas como não tenho parentes que me ajudem, fora é claro o Zé meu marido, tenho que ser meio mulher com visão de raio x e bola de cristal, antecipando os problemas para não ser pega de surpresa no trabalho e assim poder contornar as situações. Por exemplo. quando fui a Cannes a Teresa, minha filha de 8 anos ficou com febre de 40 graus e é claro, carente. O que fazer? Da França fiquei conversando com ela pelo skype até ela adormecer e se sentir segura. Assim a gente vai se ajeitando.

Inteirativa: Além de atriz vc é cantora, tem algum projeto novo?

Dedina - Estou sempre brincando de cantora. Domingos quer voltar com o Cabaré que fazíamos e o Aroeira está tentando me convencer a fazer um show. Quem sabe?

Inteirativa: Qual seu próximo projeto no teatro, TV ou cinema?

Dedina - Bem, começo a filmar na segunda metade de julho um longa metragem de Marcelo Taranto, "Ponto Final". Na segunda metade do ano, provavelmente em novembro, será o lançamento do filme de Eduardo Valente. "No Meu Lugar". E é possível que estreiemos em São Paulo também na segunda metade do ano a peça "Largando o Escritório" de Domingos de Oliveira.

Fotos Arquivo pessoal

5 comentários:

Mariangela disse...

Dedina é uma pessoal muito legal. Sempre bom saber o que ela anda fazendo e pensando. bjbj

Ana Cecília Vidaurre disse...

Dedina me parece ser uma atriz que faz o que realmente acredita e sente prazer.
Realiza assim a profissão com a verdade!

Soninha disse...

Dedina,
Que maravilha!

Angel,
Agora que a profissão de jornalista não carece mais diploma, já estás empossada no cargo de editora-chefe. Precisamos providenciar o fardão!

bjs

Maria Lúcia Poyares disse...

Parabens Dedina !!!!!!!!!!!! conciliar função de artista , sem horários pré-estabelecidos e mãe cuidadosa não é fácil.
Você consegue e bem.

Anônimo disse...

Ah, Dedina...