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julho 30, 2009

Cuide de você

Fui ver uma exposição de lavar a alma feminina. Está no Sesc Pompéia e é sobre a obra de Sophie Calle, que recebe um e-mail do namorado dando-lhe um pé na bunda. Sem entender ela pede ajuda a outras mulheres para decifrar o teor da carta e no final trasforma tudo isso e sua dor em arte! É imperdível se alguém ainda não viu. E quem tiver vivido algo semelhante e quiser compartilhar, vamos fazer como Sophie...abrir o caso. Quem sabe por aqui mesmo...

4 comentários:

Anônimo disse...

o e-mail:

Sophie

Há algum tempo venho querendo lhe escrever e responder ao seu último e-mail. Ao mesmo tempo, me pareceria melhor conversar com você e dizer o que tenho a dizer de viva voz. Mas pelo menos será por escrito.

Como você pôde ver, não tenho estado bem ultimamente. É como se não me reconhecesse na minha própria existência. Uma espécie de angústia terrível, contra a qual não posso fazer grande coisa, senão seguir adiante para tentar superá-la, como sempre fiz. Quando nos conhecemos, você impôs uma condição: não ser a “quarta”. Eu mantive o meu compromisso: há meses deixei de ver as “outras”, não achando obviamente um meio de vê-las, sem fazer de você uma delas.

Achei que isso bastasse; achei que amar você e o seu amor seriam suficientes para que a angústia que me faz sempre querer buscar outros horizontes e me impede de ser tranquilo e, sem dúvida, de ser simplesmente feliz e “generoso”, se aquietasse com o seu contato e na certeza de que o amor que você tem por mim foi o mais benéfico para mim, o mais benéfico que jamais tive, você sabe disso. Achei que a escrita seria um remédio, que meu “desassossego” se dissolveria nela para encontrar você.

Mas não. Estou pior ainda; não tenho condições sequer de lhe explicar o estado em que me encontro. Então, esta semana, comecei a procurar as “outras”. E sei bem o que isso significa para mim e em que tipo de ciclo estou entrando. Jamais menti para você e não é agora que vou começar.

Houve uma outra regra que você impôs no início de nossa história: no dia em que deixássemos de ser amantes, seria inconcebível para você me ver novamente. Você sabe que essa imposição me parece desastrosa, injusta (já que você ainda vê B., R.,…) e compreensível (obviamente…); com isso, jamais poderia me tornar seu amigo.

Mas hoje, você pode avaliar a importância da minha decisão, uma vez que estou disposto a me curvar diante da sua vontade, pois deixar de ver você e de falar com você, de apreender o seu olhar sobre as coisas e os seres e a doçura com a qual você me trata são coisas das quais sentirei uma saudade infinita. Aconteça o que acontecer, saiba que nunca deixarei de amar você da maneira que sempre amei desde que nos conhecemos, e esse amor se estenderá em mim e, tenho certeza, jamais morrerá.

Mas hoje, seria a pior das farsas manter uma situação que você sabe tão bem quanto eu ter se tornado irremediável, mesmo com todo o amor que sentimos um pelo outro. E é justamente esse amor que me obriga a ser honesto com você mais uma vez, como última prova do que houve entre nós e que permanecerá único.

Gostaria que as coisas tivessem tomado um rumo diferente.

Cuide de você.

Ana Cecília Vidaurre disse...

É como disse a Maitê: nada melhor do que tomar um pé na bunda dessa forma... menos mal... Cuide-se.

Mariangela Buchala disse...

Oi Ana, pelo jeito vc já viu. Será q todo mundo já tinha visto menos eu? Mas enfim, a exposição me pegou. Será Leu o e-mail? e a parte que diz "não tenho estado bem ultimamente..." será q eles fazem cursos juntos? kkk
Eu tô pensando em fazer a minha performance desse tema...a Mônica conhece parte do case...mas o cara é tão vaidoso q capaz de achar q é em homenagem a ele. kkkk outra vez.

Bjs

Maria Lúcia Poyares disse...

Turma INTEIIRATIVA depois de ler no e-mail do Anônimo a íntegra da carta, fiquei me perguntando?
porque não partir pra ação,procurar logo esse cara e tentar um recomeço? parar de impor condições? excesso de amor proprio e palavras bonitas não levam a nada... pensem..
bjs