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maio 23, 2009

POLÍTICA DE PREVENÇÃO AO SUICÍDIO

Ter conhecido alguém que se suicidou ou ouvir relatos de suicídios reduz as chances de uma nova tragédia acontecer. Essa é a conclusão de uma pesquisa do Centro de Controle e Prevenção de Doenças, nos Estados Unidos. O estudo foi feito com 153 pessoas que se expuseram de perto a histórias de suicídio, e contraria o pensamento de que um suicídio incentiva outro, não sendo, portanto, contagioso. No site da instituição, os responsáveis pela pesquisa esclarecem que os meios de comunicação devem desempenhar um papel fundamental nos esforços para educar o público na prevenção do suicídio.

Essa é a razão pela qual devemos nos preocupar com os índices do recém-lançado “MAPA DA VIOLÊNCIA IV”, da Unesco. O mapa, que contempla o período entre 1993 e 2002, demonstra que os suicídios no Brasil passaram de 5.553 para 7.715, representando um aumento de 38,9%. No mesmo período, o aumento é bem superior ao registrado em óbitos por acidentes de transporte (19,5%), mas ainda está abaixo dos homicídios (62,3%).

Entre as muitas causas que estão levando as pessoas a cometerem o suicídio, a depressão é apontada como a principal, segundo avaliação da Organização Mundial de Saúde (OMS).
Os números indicam que já está mais do que na hora das autoridades definirem uma política nacional de prevenção do suicídio, não só com um sistema de atendimento público eficaz para os depressivos, com psicólogos, terapias ocupacionais e alternativas, como também capacitação aos profissionais na linha de atendimento nos ambulatórios públicos e, ainda, rever esses serviços aos segurados dos planos de saúde.

Todos podemos trabalhar na prevenção, não bastando educar do ponto de vista espiritual, mas também de oferecer atenção, permitir que aluguem seus ouvidos, acolher, permitir o desabafo dos amigos, parentes, desconhecidos. pode-se dizer dessa forma já começou o trabalho de prevenção ao suicídio. Neste particular, o Centro de Valorização da Vida (CVV) realiza um relevante serviço em favor da vida, através do número 141.

A diferença entre suicidas e homicidas consiste em que nestes últimos os familiares das vítimas reivindicam justas providências do Estado, mobilizando toda a sociedade, o mesmo não acontece com as famílias dos suicidas, que se calam diante da dor que querem esquecer.

Extraído do artigo de Gerson Simões Monteiro, que assina coluna no Jornal Extra, “Em Nome De Deus” e autor do livro “Suicídio e suas Consequências” (Ed. Mauad).

6 comentários:

Mônica Angeleas disse...

Valéria, esse é um assunto que aflige tantas famílias e é um tabu que não deveria ser. Comeca pela igreja católica que não "reconhece" o suicída. Que bom que vc abordou esse tema.

Bjs

Valeria Ferrari disse...

Amada o blog ficou muito lindo....parabéns...já tô votando...bjs.

Bia e Sophia disse...

Inteiras e ativas,

Prazer conhecer o blog de vocês. A Anita passou lá pelo Desbancando e passamos para retribuir a visita.

Já estamos seguindo!

Beijos, Bia.

Ana Cecília Vidaurre disse...

Bia e Sophia, que ótimo,
adorei o blog de vcs tb!!Venham sempre!!!
bjos

Ana Cecília Vidaurre disse...

Val, que ótimo saber dessas infos.
bjos

Maria Lúcia Poyares disse...

É verdade Valéria,em vez de calar para esquecer... as familias atingidas deveriam se integrar em movimentos para evitar que outras pessoas cometam o mesmo desatino.
O suicida é um doente.