Dedicado às mulheres inteiras e ativas de todas as idades, cores e formas. Mulheres que interagem e abraçam a vida como der, puder e vier.
Sempre desejadas!








agosto 26, 2008

Dona flor somos nós

Fui assistir a maravilhosa montagem de Dona Flor e seus Dois Maridos, que está sendo apresentada no Teatro das Artes no Shopping Gávea - só mais uma semaninha!Toda a adaptação é perfeita, delicada, fiel ao grande Jorge Amado e mornamente embalada pelas músicas do mestre Dorival Caymmi. Esta é a primeira grande sacação do diretor Pedro Vasconcellos, que conseguiu imprimir um ritmo malemolente e manteve o espírito de brejeirice do livro. Nada mais Bahia e Jorge que Caymmi, seu irmão de alma.Os atores estão todos ótimos, então seria injustiça citar um ou outro nome.Mas, o que me fez escrever aqui, foi me dar conta de como o texto é a favor da liberação da mulher e de sua sexualidade.Quando Vadinho volta, ele é a vontade de Flor: em ter a seu lado o homem certinho que era seu novo marido, mas também seu homem erótico que lhe enlouquecia de prazer.O texto que Vadinho fala, pouco antes do final, confrontando Flor com suas vontades e necessidades é libertador, emocionante e muito real.Quantas mulheres estão por ai, com um casamento formal, "batendo ponto” por obrigação semanal, sem nenhum fogo, sem nenhuma loucura?Quantos casais acham que "certas coisas” só em filme ou quem não se respeita?Pois Jorge Amado escancara estas particularidades dos casais e na boca de Vadinho, coloca a verdade que muitas mulheres não conseguem assumir e por isso, passam a vida a se reprimir e infelizes.Seria cômico se não fosse trágico, ouvir certos comentários na platéia e ver rostos constrangidos com cenas tão gostosas de praticar.Que as palavras de Jorge se multipliquem e que a vadiagem seja finalmente parte da vida de todos nós, homens e mulheres!Por que a vida é uma surpresa e vivê-la intensa e livremente é a coisa mais bonita que se criou.
Viva a Bahia, que tanto contribui para este país ser mais feliz!

2 comentários:

Anônimo disse...

Amém.

Anônimo disse...

rhyxx